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Entre a Justiça e a consciência coletiva

O problema nosso de cada dia é cultural, é humano. Falta consciência, respeito, responsabilidade, empatia e sobra indiferença.

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Entre a Justiça e a consciência coletiva

A cada semana, Rondônia se depara com manchetes que escancaram a crueza da realidade: crimes brutais, tragédias climáticas, escândalos políticos e decisões judiciais que, ainda que tardias, tentam dar uma resposta à sociedade. Em Cacoal, por exemplo, a condenação de cinco réus pelo assassinato de um procurador resultou em mais de 100 anos de prisão. Um marco jurídico, sem dúvida, mas que levanta uma questão maior: até que ponto a punição é suficiente para reparar a ferida social aberta pela violência?

Enquanto a Justiça tenta alcançar os que violam a lei, a cidade enfrenta outro dilema: a crise no abastecimento de água. O SAAE alerta que o consumo em alguns pontos chega a triplicar a capacidade de distribuição. Uma ironia típica do nosso tempo: alguns desperdiçam, enquanto outros, nos bairros mais altos, esperam ansiosamente por algumas gotas. O problema não é apenas técnico; é cultural, é humano. Falta consciência e sobra indiferença.

Em paralelo, Vilhena vive o drama da operação “Fossa Humilis”, que revelou um corpo desaparecido há meses. A brutalidade de tais crimes ecoa como um lembrete de que a violência não é apenas estatística; ela corrói famílias, histórias e esperanças. E quando somamos a isso as oito mortes em Cacoal apenas em 2025, sendo metade em 15 dias, a sensação é de que a vida se tornou banalizada.

O quadro se completa com o cenário climático: vendavais, extremos de calor e tragédias que atingem tanto os grandes centros quanto as pequenas cidades. A natureza parece gritar em desespero, mas a resposta humana continua tímida, quase preguiçosa.

Diante de tudo isso, cabe uma reflexão: Rondônia cresce, mas a que custo? A pujança econômica contrasta com a fragilidade social. Entre o excesso e a falta, entre a condenação e a impunidade, entre a chuva e a estiagem, o estado caminha em uma corda bamba. O futuro exigirá mais que manchetes; exigirá consciência coletiva, ação cidadã e uma verdadeira transformação de mentalidade. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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