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Entrevista revela detalhes do crime de latrocínio que vitimou empresária em Espigão

Crime foi totalmente premeditado, segundo o tenente PM Clébson, comandante do 2º Pelotão da Polícia Militar.

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1º TEN PM Clebson - Comandante do 2º PEL de Espigão do Oeste

O tenente da Polícia Militar Clebson, comandante do 2º Pel/PM de Espigão do Oeste (RO), detalhou os desdobramentos do latrocínio que vitimou a empresária Mauzira Borges Dutra Ferreira, ocorrido no dia 2 de abril, no município.

O crime, que ganhou repercussão estadual e nacional, foi tratado como premeditado e resultou na rápida prisão do principal suspeito.

De acordo com Clebson, o autor do crime, identificado como Rubens Rebolças Soares, conhecido na região como “Baianinho”, iniciou contato com a vítima dias antes, utilizando-se de um discurso convincente para ganhar sua confiança.

Ele alegava ter recebido uma herança e demonstrava interesse na compra de joias e até de uma propriedade rural pertencente à empresária, sempre evitando revelar sua identidade, sob o pretexto de segurança.

No dia do crime, a vítima foi convencida a se deslocar até um ponto intermediário, levando um mostruário de ouro, incluindo alianças e correntes. O suspeito entrou no veículo da empresária e, possivelmente armado com uma faca, passou a conduzir a situação, obrigando-a a seguir até uma área isolada na estrada do Calcário, a cerca de cinco quilômetros da cidade.

Imagens de videomonitoramento registraram o veículo por volta das 8h40, já em deslocamento. Minutos depois, trabalhadores que atuavam na região perceberam o carro parado e, ao retornarem ao local, encontraram o veículo ainda ligado e com sinais de incêndio. Eles quebraram os vidros para conter as chamas e localizaram a vítima no interior, já sem vida.

A Polícia Militar chegou ao local por volta das 9h30 e confirmou o óbito. A perícia técnica, acionada de Cacoal (RO), apontou que a empresária sofreu golpes de faca, possivelmente foi asfixiada e apresentava sinais de queimaduras decorrentes do início do incêndio.

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Vítima, em imagem postada ao lado do assassino, baianinho

Após o crime, uma força-tarefa foi montada com apoio de equipes de inteligência de cidades da região, incluindo Cacoal, Pimenta Bueno e Espigão do Oeste. A partir de imagens, mensagens recuperadas no celular da vítima e informações repassadas por familiares, os policiais conseguiram identificar o suspeito.

Ele foi localizado na residência do filho, onde também foram encontrados vestígios que o ligam diretamente ao crime, como roupas com marcas de barro e sangue, uma faca e uma balaclava. Segundo a polícia, o homem tentou justificar sua presença no local alegando desentendimento familiar, mas acabou sendo detido e conduzido à delegacia junto com outros envolvidos para esclarecimentos.

As investigações apontam que o crime foi planejado em detalhes, incluindo o uso de roupas sobrepostas, luvas e objetos que indicam tentativa de ocultação e fuga. O suspeito utilizava nome falso e evitava exposição, acreditando que não seria identificado.

A polícia ainda apura o valor das joias levadas e a extensão do prejuízo, já que o mostruário e o celular da vítima não foram localizados até o momento.

As autoridades reforçam o alerta à população sobre os riscos de negociações realizadas por meio de aplicativos de mensagens, especialmente quando envolvem valores elevados e desconhecidos, orientando que encontros sejam sempre comunicados a familiares e realizados em locais seguros.



Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!


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