MENU

Escolha para comando do conselho da Embrapa gera repercussão

Guilherme Coelho substituirá Carlos Augustin, que presidia o colegiado na estatal

Compartilhar:
1775773978_13f68facfdc720e0ae8b.jpg
Guilherme Coelho é ex-deputado federal e foi presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) — Foto: Abrafrutas/Divulgação

O ministro da Agricultura, André de Paula, indicou Guilherme Coelho para a presidência do Conselho de Administração (Consad) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O órgão é responsável pela orientação estratégica, organização, controle e avaliação das atividades da estatal.

A informação, apurada pela reportagem com fontes do Ministério da Agricultura (Mapa) foi confimada pela Pasta. O novo dirigente substituirá Carlos Augustin, que era assessor especial do ex-ministro Carlos Fávaro e presidia o colegiado na estatal, mas que renunciou ao cargo ao deixar o governo na semana passada. Adriana Vilela Toledo, chefe de gabinete de André de Paula, também será indicada para outra vaga no Consad.

Coelho informou que aceitou o convite. “Recebo com grande alegria e honra o convite do ministro André de Paula para presidir o Consad. A Embrapa é referência mundial em pesquisa e inovação agropecuária e que teve papel decisivo na transformação do Brasil em uma potência no setor. Estou muito animado e pronto para contribuir com o fortalecimento e o futuro da instituição”, afirmou.

Coelho e André de Paula foram colegas na Câmara dos Deputados na Legislatura entre 2015 e 2019. Ambos são pernambucanos nascidos em Recife. O novo presidente do conselho da Embrapa já tem acompanhado o ministro em diversas agendas ao longo desta semana em Brasília. Coelho esteve em reuniões com as equipes de algumas secretarias do ministério.

Agrônomo, pecuarista e exportador de uva e manga no Vale do São Francisco, Coelho é uma das principais lideranças da fruticultura brasileira. Recentemente, deixou a presidência da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Frutas (Abrafrutas), após dois mandatos. Ele também foi prefeito de Petrolina (PE) duas vezes.

De Paula fez a indicação durante visita realizada nesta quinta-feira à estatal. O ministro foi recepcionado pela presidente da Embrapa, Silvia Massruhá. Ela destacou iniciativas recentes da empresa, como a criação da Embrapa Alimentos e Territórios, em Maceió (AL), voltada ao fortalecimento da gastronomia, da identificação geográfica e das comunidades tradicionais. A unidade será inaugurada em breve, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e de André de Paula.

"Liderar um ministério que é responsável por um dos setores mais importantes da economia do Brasil implica em fortalecer a Embrapa", disse o ministro, em vídeo. André de Paula citou a importância da estatal para o desenvolvimento da fruticultura em Pernambuco, mas não mencionou a indicação.

A Embrapa tem quase oito mil funcionários e orçamento de R$ 4,8 bilhões em 2026. A empresa tem 43 unidades espalhadas pelo país, duas delas em Pernambuco: a Embrapa Semiárido, em Petrolina, e a Unidade de Execução de Pesquisa (UEP), focada em solos, em Recife.

Conselho da Embrapa

O Ministério da Agricultura tem quatro das oito vagas do Conselho de Administração da Embrapa. Duas são de representantes diretos da Pasta e duas de membros independentes. O presidente do colegiado é, obrigatoriamente, alguém indicado pela Pasta.

As vagas de representantes diretos estão vagas após as saídas de Carlos Augustin e Wilson Gambogi Pinheiro Taques, então chefe de gabinete de Fávaro e membro do conselho. As cadeiras de membros independentes continuam com Teresa Cristina Vendramini e Celso Armando Fugolin.

Não há perspectiva de nomeação de Guilherme Coelho para atuar no Ministério da Agricultura no momento. Assim, ele deverá ser indicado como membro independente. O estatuto da Embrapa permite a eleição como presidente de pessoas indicadas nessa condição.

Compõem ainda o conselho um membro indicado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, um membro indicado pelo Ministério da Fazenda, um membro indicado pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação e um representante dos empregados da estatal.

O mandato é de dois anos, com possibilidade de três reconduções consecutivas. Antes da eleição, os nomes devem passar pelo crivo do Comitê de Pessoas, Elegibilidade, Sucessão e Remuneração da empresa.

Ainda não há data para a confirmação dos novos membros. A expectativa, porém, é que o movimento ocorra rapidamente, disse uma fonte.

Por Rafael Walendorff — Brasília


Junte-se ao Nosso Grupo! Receba notícias em primeira mão

Faça parte do nosso grupo WhatsApp.

Entrar Agora →