
Moradores do bairro Floresta, em Cacoal (RO), denunciam que convivem há cerca de um ano com o transbordamento de esgoto e o forte mau cheiro nas proximidades do cruzamento das ruas Rio Negro e Pioneiros. Segundo os relatos, mais de 20 pessoas são diretamente afetadas pelo problema. A TV Suruí enviou o repórter Márcio Gomes para ouvir os moradores.
A equipe de reportagem esteve no local após ser procurada pela comunidade e constatou a existência de água contaminada e resíduos acumulados em uma parte aberta da rede de drenagem. Os moradores afirmam que já buscaram ajuda junto à Prefeitura de Cacoal, ao Serviço Autônomo de Água e Esgoto, o SAAE, e também a vereadores, mas, até o momento da reportagem, o problema não teria sido solucionado.
Uma das moradoras relatou que a situação se agravou com o passar do tempo e que o escoamento de água chegou a danificar um muro construído em sua propriedade. Diante da falta de uma resposta definitiva, ela e outros moradores realizaram, por conta própria, parte do manilhamento da área.
Segundo a moradora, permaneceu um trecho aberto, onde atualmente há acúmulo de dejetos e água contaminada.
“Tem mais ou menos um ano que está escorrendo esgoto ali, talvez até mais. A gente vive com dor de cabeça e ânsia de vômito. Chamamos a Prefeitura e vereadores, eles vêm, olham, mas o problema continua”, declarou.
Os moradores suspeitam que o material esteja sendo lançado irregularmente na rede de águas pluviais e que siga em direção à região a partir das proximidades da Escola Josino Brito. Essa informação, no entanto, ainda precisa ser confirmada por meio de vistoria técnica dos órgãos responsáveis.
A situação também impede que as famílias mantenham portas e janelas abertas, principalmente durante a noite. Mesmo com as altas temperaturas, os moradores afirmam que precisam deixar as casas fechadas por causa do odor.
“Não podemos abrir uma janela e nem fazer uma refeição com tranquilidade. O cheiro é muito forte e toda a extensão da Rua Rio Negro com a Rua Pioneiros está sofrendo”, afirmou outra moradora.

Além do mau cheiro, a comunidade demonstra preocupação com a presença de crianças, mosquitos e o possível risco de contaminação. Alguns moradores chegaram a retirar galhos e resíduos que impediam a passagem da água e utilizaram produtos de limpeza na tentativa de amenizar o odor, mas a medida não resolveu o problema.
Diante da situação, as famílias cobram o manilhamento do trecho que permanece aberto, a limpeza completa da área e uma vistoria para identificar a origem do esgoto.
Os moradores também pedem que sejam realizadas intervenções definitivas para impedir o lançamento de dejetos na rede de águas pluviais, eliminar o mau cheiro, preservar o meio ambiente e garantir melhores condições de saúde e qualidade de vida para a comunidade.
Até o fechamento desta reportagem, não havia sido apresentada uma resposta oficial dos órgãos citados sobre o prazo para a realização dos serviços.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!