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Estimativa da Conab aponta aumento na produção de cana em 2025/26

Safra ainda deverá ser menor do que a colhida na temporada 2024/25

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Colheita de cana-de-açúcar deve alcançar 673,2 milhões de toneladas — Foto: Wenderson Araujo/CNA

Após o recorde atingido em 2025, a produção brasileira de carnes bovina, suína e de frango deverá atingir neste ano um volume total de 33,38 milhões de toneladas, aponta projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Se confirmado, a previsão é de que a quantidade fique 0,1% abaixo do registrado no ano passado.

A Companhia Nacional de Abastecimento elevou sua estimativa de produção de cana-de-açúcar na safra 2025/26 em comparação ao levantamento anterior, para 673,2 milhões de toneladas. Os dados fazem parte do 4º levantamento da safra de cana-de-açúcar do ciclo 2025/2026, divulgado nesta sexta-feira (17/04). No levantamento anterior, de novembro do ano passado, a Conab havia projetado 666,5 milhões de toneladas. Apesar da estimativa maior, o volume ainda é 0,5% inferior ao colhido na temporada 2024/25.

Esta é a terceira maior safra de cana registrada na série histórica, atrás das temporadas 2022/23 e 2024/25, de acordo com a Conab.

A queda na produção de cana foi influenciada pela redução em 2,6% da produtividade média nacional, que ficou em 75,184 toneladas por hectare, em virtude de condições climáticas desfavoráveis registradas durante as fases de desenvolvimento das lavouras após a colheita em 2024, principalmente na região Centro-Sul, explicou a Conab.

As perdas foram compensadas pelo aumento de 2,1% da área colhida em comparação ao ciclo anterior, estimada em 8,95 milhões de hectares.

Para o Sudeste, principal região produtora de cana-de-açúcar do país, a Conab estima produção de 430,1 milhões de toneladas, 2,2% menos do que no ciclo anterior. A diminuição foi atribuída pela estatal às condições climáticas adversas registradas em 2024, com a presença de períodos de estiagem, altas temperaturas e incêndios, que comprometeram a rebrota e o desenvolvimento das lavouras.

As regiões Norte e Nordeste também tiveram queda na produção de 2025/26. No Norte, mesmo com o aumento de área colhida, as condições climáticas mais restritivas resultaram em recuo de 7,1% na colheita, para 3,8 milhões de toneladas.

Já a produção do Nordeste é projetada em 53,3 milhões de toneladas, 2% abaixo do contabilizado na temporada anterior, em razão da queda de 1,2% na produtividade média.

Para o Centro-Oeste, segunda principal região produtora de cana do país, a Conab prevê aumento de 3,4% da produção, para 150,2 milhões de toneladas. O incremento reflete a maior área colhida, de 1,96 milhão de hectares, em comparação a 1,85 milhão de hectares no ciclo passado. Já a produtividade média caiu 2,2% por causa das condições climáticas menos favoráveis durante o desenvolvimento das lavouras.

A Conab também reportou aumento da colheita no Sul do Brasil, de 7%, para 36 milhões de toneladas, decorrente de um incremento de área plantada estimado em 1,9% e de produtividade média, de 5%, sustentada por precipitações superiores às observadas no ciclo anterior.

Açúcar

A Conab estima uma produção de açúcar de 44,2 milhões de toneladas, aumento de 0,1% ou 58,6 mil toneladas em relação à safra anterior. Segundo a estatal, a menor disponibilidade de matéria-prima limitou o aumento na produção do adoçante inicialmente previsto. Em seu terceiro levantamento, divulgado em novembro de 2025, a Conab previu incremento de 2% da produção na comparação com a safra anterior, para 45 milhões de toneladas.

“Ainda assim, esta é a segunda maior fabricação do produto já registrada na série histórica da companhia, perdendo apenas para a safra 2023/24”, disse a Conab no boletim desta sexta-feira.

A estatal explicou que mesmo com a ligeira redução na colheita de cana-de-açúcar e do ATR (açúcar total recuperável) médio, o mercado se mostrou mais favorável à fabricação do adoçante do que do etanol a partir de cana, em virtude principalmente dos preços mais atrativos pagos pelo açúcar. Com isso, houve maior direcionamento da cana-de-açúcar para a produção de adoçante em detrimento do etanol proveniente da cana.

Quanto aos preços, a Conab vê a maior oferta global do açúcar limitando movimentos mais consistentes de alta. Contudo, a estatal diz haver suporte pontual decorrente de prêmios de exportação positivos e de eventuais incertezas no mercado externo.

Por Clarice Couto — São Paulo


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