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Estimativa de inflação segue em alta e soma oito semanas consecutivas

Revisão ocorre em meio a pressões nos preços e incertezas econômicas.

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Analistas mantêm pessimismo e veem alta nos preços, desaceleração de produção e queda menor nos juros. (Foto: Raphael Ribeiro/BCB)

Pela oitava semana consecutiva, analistas do mercado financeiro - ligados a mais de 100 instituições financeiras - ouvidos pelo Banco Central (BC) elevaram a projeção da inflação e reduziram sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2027. Os dados foram divulgados no Boletim Focus desta segunda-feira (4).

De acordo com os analistas, os preços devem encerrar 2026 com uma alta acumulada de 4,89%, tudo com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) . No último boletim, a previsão estava em 4,86%, sendo que o ciclo de pessimismo começou em 3,9% (em março).

Os ouvidos também opinam sobre a inflação nos próximos quatro anos. Para 2027, a expectativa é de 4%, mesmo valor do boletim anterior. Em 2028, a projeção avançou de 3,61% para 3,64%. Já para 2029, o valor se mantém em 3,5%.

Do lado oposto, há a expectativa sobre o quanto a produção de riquezas do país crescerá. Em 2026, é esperado que o crescimento do PIB seja de 1,85%, mesma projeção do boletim anterior. No ano seguinte, porém, a expectativa reduziu de 1,80% para 1,75%.

Em ciclo de cortes, a taxa básica de juros (Selic) já caiu de 15% para 14,75% e, depois, para 14,50%. Para o mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve continuar o ciclo de reduções até chegar, em 2029, ao patamar de 10%. Antes, porém, a projeção era de 9,75%.

Por Vinicius Macia



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