A abertura dos trabalhos legislativos na Câmara Municipal de Cacoal (RO), nesta semana, foi marcada por explicações do prefeito sobre a recente crise no abastecimento de água que afetou grande a cidade.
Segundo Adaílton Fúria, o problema teve origem em falhas sucessivas no fornecimento de energia elétrica na estação responsável pelo bombeamento da água bruta do rio para tratamento. A situação provocou interrupções prolongadas e obrigou milhares de moradores a aguardar a normalização do serviço, que ao ser feito, não agradou devido aos vários outros problemas provocados em sequência.
De acordo com Furia, a rede elétrica apresentou queda no meio da semana e a concessionária Energisa teria levado cerca de quatro horas para realizar o primeiro atendimento, quando foi feita apenas a substituição de um fusível. Horas depois, a falha voltou a ocorrer, exigindo novo deslocamento da equipe técnica.
“Enquanto isso, a cidade ficou sem água. Para se ter uma ideia, são mais de 35 mil residências e cerca de 20 milhões de litros necessários para restabelecer todo o sistema”, explicou.
Diante da recorrência do problema, a prefeitura cobrou providências mais efetivas. Após nova intervenção técnica, foi identificada falha em um transformador, que acabou sendo substituído. O bombeamento foi retomado por volta das 22 horas desta quinta-feira, 19 de fevereiro.
O sistema de distribuição em Cacoal funciona por pressurização, o que exige primeiro o enchimento das regiões mais baixas para que a água alcance os bairros mais altos.
Segundo o que foi divulgado, até esta sexta-feira, 20 de fevereiro, cerca de 70% da cidade já havia tido o fornecimento normalizado. Regiões elevadas, como Residencial Cidade Verde, Limoeiro, Vitória e São Marcos, ainda aguardavam a completa regularização.
A expectativa da população, é de que, com as bombas operando normalmente, a pressão da rede seja restabelecida gradativamente nas áreas restantes e o problema cesse.
Outro ponto complicado é a cor da água. Esta é uma queixa de moradores de todos os bairros. Segundo o que o Minuto Notícia apurou, o fenômeno está ligado ao grande número de rompimentos na rede antiga do município.
“A nossa rede tem cerca de 40 anos. Quando uma adutora rompe e o registro é fechado para manutenção, o sistema cria um vácuo que puxa a terra ao redor para dentro da tubulação”, explicou.
Ainda conforme a Prefeitura, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) realiza entre 10 e 15 manutenções diárias em trechos da rede. A gestão afirma que a água sai limpa da estação de tratamento, sendo monitorada por laboratório próprio com análises diárias.
A orientação é que moradores que identifiquem alteração persistente na água entrem em contato com o SAAE, que fica na rua Florianópolis, 1747, bairro Liberdade, para verificação pontual na rede do bairro.
Podem ligar também para:(69) 3443-1207
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