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Fertilizantes como ureia, MAP e potássio têm queda de preços no país

Mercado de fertilizantes recua com avanço das negociações de paz no Oriente Médio

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Fertilizantes como ureia, MAP e potássio têm queda de preços no país

As cotações da ureia, do MAP e do cloreto de potássio registraram queda nos últimos dias no mercado brasileiro de fertilizantes, refletindo um cenário de maior pressão baixista no mercado global. Segundo análise de Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o principal fator por trás desse movimento é o avanço das tratativas de paz no Oriente Médio, que reduz as incertezas logísticas e amplia as perspectivas de oferta.

De acordo com Pernías, a possível reabertura do Estreito de Ormuz à navegação tende a facilitar o escoamento dos fertilizantes produzidos e exportados pelos países da região. "Os fatores baixistas continuam pesando no mercado global de fertilizantes. No Brasil, por exemplo, os últimos dias registraram uma queda nas cotações da ureia, do MAP e do cloreto de potássio, sinalizando que, neste momento, o tom de fraqueza tem predominado no setor", afirmou.

O analista explica que a melhora nas condições logísticas se soma ao enfraquecimento da demanda internacional. Segundo ele, fornecedores e tradings têm encontrado dificuldades para redirecionar suas cargas, o que tem levado à redução dos preços de venda. "Esse sentimento baixista, é importante ressaltar, está em larga medida relacionado ao avanço das tratativas de paz no Oriente Médio. A resolução do conflito tende a abrir o Estreito de Ormuz para a navegação, facilitando o escoamento dos fertilizantes produzidos e exportados pelos países do Oriente Médio, assim como a reduzir as incertezas logísticas globais", destacou.

Apesar do movimento de queda, Pernías avalia que os efeitos não devem atingir todos os segmentos do mercado de fertilizantes da mesma forma. Conforme o especialista, os nitrogenados tendem a sentir um impacto maior, já que o Oriente Médio concentra importantes produtores e exportadores de ureia. Já os fosfatados enfrentam um cenário diferente, marcado por custos elevados de produção, principalmente devido ao preço do enxofre, além de um mercado que já apresentava oferta restrita antes mesmo do conflito.

Na avaliação da StoneX, esse contexto cria perspectivas distintas para os importadores brasileiros. "Por enquanto, o cenário atual sugere que os importadores brasileiros que retornarem às compras nas próximas semanas encontrarão cotações relativamente mais baixas no mercado de nitrogenados, onde a queda de preços foi substancial nas últimas semanas, e possivelmente um quadro mais desafiador para suas aquisições de fosfatados, haja vista que as relações de troca entre a soja e o MAP, por exemplo, continuam nos piores níveis dos últimos anos", concluiu Pernías.

Agrolink - Seane Lennon


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