
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, afirmou no sábado, dia 14 de março, que facções criminosas brasileiras como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho deveriam ser classificadas como organizações terroristas.

A declaração de Flávio Bolsonaro foi feita durante um evento partidário realizado em Ji-Paraná (RO). Em discurso a apoiadores, o parlamentar defendeu medidas mais duras contra o crime organizado e afirmou que as áreas dominadas por facções precisam ser “libertadas” da influência dessas organizações.
Segundo o senador, o reconhecimento dessas facções como grupos terroristas permitiria ampliar os mecanismos de combate ao crime e endurecer as punições. Ele também criticou a postura do governo federal sobre o tema.
O debate ganhou repercussão após sinalizações do governo dos Estados Unidos de que o país poderia reconhecer o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais. A possibilidade abriu discussões diplomáticas e jurídicas envolvendo a soberania brasileira.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é contrário à classificação, avaliando que a medida poderia abrir espaço para interferências externas em assuntos de segurança interna do Brasil.
Na última semana, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tratou do assunto com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. De acordo com informações divulgadas pela imprensa nacional, o chanceler brasileiro argumentou que os Estados Unidos não deveriam adotar a classificação.
Durante o evento, Flávio Bolsonaro também criticou a política de segurança do atual governo e afirmou que uma eventual gestão sob sua orientação adotaria postura mais rígida contra o crime organizado, defendendo penas mais severas para criminosos e endurecimento da legislação penal.
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