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Fogo amigo: quando o ataque vem de dentro e revela as fissuras do poder

Expressão de origem militar ganha força no cenário político cacoalense que evidencia conflitos internos, disputas veladas e fragilidade entre supostos aliados

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Imagem retirada da Internet - site livre e pesquisa no Google

No vocabulário estratégico, poucas expressões carregam tanta força simbólica quanto “fogo amigo”. Originada no ambiente militar, a expressão descreve uma situação paradoxal: quando um combatente é atingido não pelo inimigo, mas por forças do próprio lado — aqueles que, em tese, deveriam protegê-lo.

Transportada para o campo político, a ideia adquire contornos ainda mais complexos e, por vezes, mais incisivos. O “fogo amigo” passa a representar ataques internos, oriundos de membros de um mesmo grupo, partido ou base aliada, revelando que nem sempre a unidade aparente resiste às pressões do poder.

Na prática, esse fenômeno se manifesta de diversas formas. Pode surgir de maneira explícita, por meio de críticas públicas, exposições e declarações estratégicas. Ou, de forma mais sutil, através de vazamentos seletivos, articulações de bastidores e até silêncios calculados — estes, muitas vezes, tão eloquentes quanto palavras.

O conceito revela, sobretudo, três dimensões centrais da política contemporânea: as disputas internas por espaço e protagonismo; a fragilidade de alianças que, por vezes, se sustentam mais por conveniência do que por coesão; e as estratégias individuais de sobrevivência e reposicionamento dentro do jogo político.

Há, nesse contexto, uma contradição inevitável: o desgaste não vem do adversário declarado, mas de quem conhece profundamente as engrenagens, vulnerabilidades e pontos sensíveis do próprio grupo. E é justamente esse conhecimento que torna o “fogo amigo” potencialmente mais danoso.

Em períodos eleitorais ou momentos de crise, esse tipo de movimento tende a emergir com maior intensidade, expondo rachaduras que antes permaneciam ocultas sob a superfície da unidade política.

Em síntese, o “fogo amigo” não é apenas um conflito interno — é um sintoma. Um indicativo de que, nos bastidores do poder, alianças podem ser transitórias, interesses podem se sobrepor à lealdade e, não raramente, aliados se tornam, ainda que temporariamente, agentes de desgaste mútuo.

E todos sabem que em Cacoal, tudo isto tem se mostrado diariamente sem qualquer tentativa de se esconder. O fogo amigo aqui, tem sido com o canhão de artilharia mais poderoso já usado em combate na história da humanidade, o alemão Schwerer Gustav (Gustav Pesado) operado durante a Segunda Guerra Mundial.

Calibre 800 milímetros, 31,5 polegadas que alcançava quase 50 km. É essa a artilharia enfrentada neste momento por ex-prefeito, que tenta pré-candidatura ao governo do Estado. O fogo é intenso!




Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!


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