
A eficiência policial mais uma vez falou mais alto que a esperteza improvisada do crime. Em menos de 24 horas, a Polícia Militar prendeu dois homens envolvidos no furto de uma bicicleta pertencente a um garoto de 12 anos, na região do Cristal do Calama, em Porto Velho (RO).
A ação foi conduzida pela guarnição do setor 11 do 5º Batalhão da Polícia Militar, sob o comando do sargento Roque, sargento Pimenta e cabo L. Silva. O caso, que rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais, mobilizou a equipe, que iniciou diligências com base em informações repassadas pela população e imagens de câmeras de segurança.

O primeiro suspeito, de 28 anos, foi identificado após ser flagrado furtando a bicicleta na rua Goianese, nas proximidades de uma padaria. Durante patrulhamento, os policiais localizaram o indivíduo, que não demorou a confessar o crime — talvez já prevendo que a tentativa de negar o óbvio não renderia bons frutos.
Sem muito rodeio, o próprio suspeito indicou onde estava o objeto furtado. A bicicleta havia sido repassada a um segundo homem, no bairro Mariana, mais especificamente na rua dos Andrades. O “negócio”, digno de desconfiança até para os menos atentos, foi fechado por apenas R$ 250 — valor bastante abaixo do praticado no mercado.

Segundo a Polícia Militar, o autor do furto já possui histórico de práticas semelhantes e responde em liberdade por crimes previstos no artigo 155 do Código Penal, o que reforça a reincidência no mundo do delito. Ainda de acordo com a guarnição, o indivíduo teria agido de forma oportunista, ao observar a criança utilizando a bicicleta e decidir transformá-la em “moeda rápida”, possivelmente para sustentar o vício em entorpecentes.

Já o receptador alegou ter “caído no conto do vigário”, embora, convenhamos, adquirir uma bicicleta por um valor tão abaixo do mercado dificilmente passa despercebido por qualquer cidadão minimamente atento.
Ambos foram conduzidos à Central de Flagrantes, onde ficaram à disposição da autoridade policial para as providências cabíveis.

A bicicleta foi recuperada e deverá ser devolvida ao verdadeiro dono — o único que, de fato, não tinha absolutamente nada a ver com essa história.