
O Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia condenou Gabriel Souza a 33 anos e um mês de reclusão pelos crimes de feminicídio com cinco agravantes: motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima, feminicídio e aumento de pena por ser praticado contra uma gestante. O julgamento ocorreu na cidade de Pimenta Bueno, onde o crime aconteceu há três anos.
A família de Antonieli Nunes, vítima do crime, realizou um protesto silencioso em frente ao Fórum Desembargador Darci Ferreira. Amigos e familiares seguravam cartazes pedindo justiça pela morte de Antonieli e do bebê que ela esperava. Daniela Nunes, prima da vítima, declarou emocionada: “A gente não vai ter ela de volta, mas a gente quer que ele pague por tudo que ele fez, contra ela, contra o bebê e contra a nossa família.”
Antes do início do júri popular, quatro testemunhas foram descartadas por decisão do juiz, que considerou seus depoimentos irrelevantes. Tanto a promotoria quanto a defensoria pública concordaram com a exclusão. Um dos momentos mais comentados foi a ausência de Gabriel Souza no tribunal, autorizada pelo Poder Judiciário, o que gerou reações diversas entre os presentes.

Durante o julgamento, a família de Antonieli teve acesso a todas as provas anexadas ao processo, incluindo imagens e a arma do crime. Daniela Nunes desabafou: “A gente tá revivendo tudo novamente, aquele dia, tudo como chegou pra gente. É uma dor, mas precisamos passar por isso para termos paz no nosso coração.”
O júri foi encerrado com uma salva de palmas pela família de Antonieli, marcando o fim de uma longa e dolorosa jornada em busca de justiça.
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