
O governador eleito de Rondônia Marcos Rogério, cobrou explicações sobre a destruição de dragas e outros equipamentos durante operações de combate ao garimpo ilegal no Rio Madeira. Em vídeo, ele afirma que conversou com o prefeito Marcelo, de Nova Mamoré, e com a advogada Tânia, que representa trabalhadores do setor. Segundo o relato apresentado por ele, parte dos equipamentos teria relação com atividades licenciadas e os trabalhadores não teriam tido oportunidade de apresentar documentos ou se defender.
O governador eleito questiona por que os equipamentos foram destruídos, quais alternativas foram avaliadas e quais seriam os impactos ambientais da ação.
Ele também defende que as denúncias sejam apuradas e afirma que continuará dialogando com os órgãos responsáveis para buscar caminhos legais para a mineração, com proteção ambiental e segurança para os trabalhadores.
O que dizem os órgãos da operação

A Polícia Federal informou que a Operação Nêmesis inutilizou equipamentos em duas ações no Rio Madeira. Em 27 de outubro, foram inutilizados 72 bens usados no garimpo ilegal, incluindo 17 dragas, além de motores, bombas e embarcações.
Em 30 de outubro, uma nova fase ocorreu a montante da Usina Hidrelétrica Jirau, em pontos que, segundo a PF, não tinham Permissão de Lavra Garimpeira nem licença ambiental válida.
Sobre a segunda fase, a PF afirmou que as estruturas não podiam ser removidas por causa do porte, da localização e da falta de meios de reboque e de local adequado para guardá-las. A corporação também declarou que o mercúrio e outras substâncias nocivas encontrados a bordo foram retirados antes da inutilização.
As alegações relatadas pelo governador eleito Marcos Rogério sobre equipamentos licenciados e a impossibilidade de apresentar documentos precisam ser verificadas junto aos órgãos envolvidos e aos representantes dos trabalhadores.
A PF sustenta que a fiscalização não atingiu áreas com título minerário e licença ambiental válidos.
Nelson Salles da Redação
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