O governo de Rondônia, sob a liderança do coronel Marcos Rocha (União Brasil), enfrenta um cenário de instabilidade política e pressões crescentes em 2025. As recentes tensões envolvendo a Casa Civil, aliadas aos desafios econômicos do estado, têm sido amplamente debatidas por parlamentares, veículos da imprensa regional e analistas políticos. Crises na gestão e a turbulência na Casa Civil Nos primeiros sete meses do ano, o centro das atenções esteve voltado para a Casa Civil, após denúncias de interferência política em contratos públicos e tentativas de articulação direta com parlamentares da base sem interlocução institucional clara. Fontes da Assembleia Legislativa confirmam bastidores de desgaste entre o Executivo e deputados estaduais, especialmente sobre emendas e repasses a prefeituras. A Alero, através da sua assessoria não confirma tais informações.
A saída de figuras importantes da articulação política e as frequentes trocas de comandos internos têm alimentado rumores sobre um governo em processo de fragmentação interna. A própria base aliada vem demonstrando insatisfação com o que alguns consideram “estilo centralizador do governador”. O comandante do estado, não demonstra centralização, mas demitiu o vice-governador da Secretaria de Desenvolvimento Econômico ao vivo, num programa de TV, recentemente. Economia em desaceleração e alerta fiscal Em termos econômicos, Rondônia tem enfrentado desaceleração em setores-chave como agronegócio e construção civil. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Finanças (Sefin) no primeiro semestre de 2025 apontam um recuo de 1,2% no PIB estadual, em comparação ao mesmo período de 2024. A arrecadação do ICMS também teve queda de 3,8%, principalmente devido à diminuição da exportação de carne bovina, principal “pilar” da economia regional.
De acordo com o Boletim de Indicadores Fiscais do Tesouro Estadual, publicado em junho de 2025, o estado encerrou o primeiro semestre com um déficit primário de R$ 158 milhões. A reportagem não conseguiu apurar esta informação com a assessoria do governo do estado.
Apesar disso, o governo sustenta que Rondônia mantém um dos menores índices de endividamento do país, com 21% da Receita Corrente Líquida comprometida com dívidas, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN).
Em recente visita ao município de Cacoal, o governador cel. Marcos Rocha disse que o estado tem crescido de forma acelerada, desde que ele assumiu o comando. Comportamento do governador e gestão de imagem O governador cel. Marcos Rocha tem adotado uma postura reativa nas últimas aparições públicas, muitas vezes evitando coletivas de imprensa e optando por pronunciamentos nas redes sociais.
Seu discurso tem sido centrado em valores de integridade e combate à corrupção, mas tem enfrentado críticas por não apresentar respostas concretas às crises de gestão e pela falta de transparência em decisões de impacto financeiro. Recentemente foi muito criticado por seu vice-governador, Sérgio Gonçalves, que criticou o atual time da Casa Civil.
A oposição acusa o governo de afastamento dos interesses populares e de priorizar alianças políticas em detrimento das urgências sociais, como saúde e infraestrutura. A imprensa local, incluindo veículos como Rondônia Agora, G1 RO e Rondoniaovivo, tem dado amplo espaço à cobertura das tensões entre governo e parlamento, além de fiscalizar os atrasos em obras públicas e falhas em licitações. Expectativas e cenário político A menos de dois anos do fim de seu segundo mandato, cel. Marcos Rocha enfrenta o desafio de reverter o desgaste político e recuperar a confiança de setores importantes da sociedade rondoniense. Movimentos sociais e entidades sindicais já programam atos públicos cobrando mais investimentos em educação, saúde e valorização dos servidores públicos.
Enquanto isso, o cenário político de Rondônia segue em ebulição, com a especulação de nomes para a sucessão estadual e pressões por reformas no secretariado. O comportamento do governo nos próximos meses será determinante para definir o rumo da gestão e o legado político de Marcos Rocha. Fontes: Sefin-RO, STN, G1 Rondônia, Rondônia Agora, Assembleia Legislativa de RO, Boletins Oficiais do Governo de RO. Leia mais O Minuto Notícia – Informação é Poder!