
O prefeito de Cacoal (RO), Tony Pablo (PSD), acusou o Sinsemuc de tentar impor decisões à administração municipal e de induzir professores ao erro durante a mobilização pela greve. O gestor concentrou suas declarações em críticas à atuação sindical e afirmou que o município não tem condições financeiras e orçamentárias de conceder o reajuste reivindicado.
A reportagem foi ao ar no programa Comando na TV, da TV Suruí Cacoal, canal 15.1, nesta semana. O programa vai ao ar das 11h45 as 13h15, de segunda a sexta-feira.
Ao longo da entrevista, Tony Pablo repetiu que o sindicato estaria “mal acostumado” e recorreria a ameaças de paralisação para conseguir suas reivindicações. O prefeito também acusou a entidade de pressionar administrações anteriores, utilizando a expressão “faca no pescoço” para descrever essa relação.
“Não vou entregar a gestão do município de Cacoal para o sindicato”, declarou.
Na avaliação apresentada pelo prefeito, a entidade tenta conquistar reajustes “na força, na marra”, sem considerar as necessidades da comunidade escolar. Ele também afirmou que parte dos participantes teria aderido ao movimento por acreditar que a reivindicação envolve o pagamento do piso nacional.
“Quem está nesse movimento é membros do sindicato, pessoas que foram induzidas a erro, acreditando que estão lutando por um piso e na verdade eles querem um reajuste”, afirmou Tony Pablo.
Segundo o prefeito, todos os professores municipais recebem acima do piso nacional do magistério. Ele sustenta que a reivindicação representa um reajuste cuja concessão depende da disponibilidade de recursos. Essa é a posição defendida pela administração na entrevista.
Tony Pablo citou aumentos, gratificações e outras vantagens concedidas aos servidores em 2025 e afirmou que novas medidas precisam considerar o conjunto do funcionalismo. De acordo com ele, a intenção é atender todas as categorias quando houver condições financeiras.
O gestor também mencionou salas de aula superlotadas, filas por vagas em creches e prédios escolares que precisam de reforma. Segundo argumentou, essas demandas precisam ser consideradas na distribuição dos recursos municipais.
Ao abordar a greve dos professores de Cacoal, o prefeito classificou o movimento repetidamente como “ilegal” e “abusivo”. Ele afirmou que a Prefeitura conseguiu uma decisão no plantão do Tribunal de Justiça de Rondônia para garantir a continuidade das atividades escolares, incluindo transporte, merenda e atendimento às crianças neurodivergentes.

Durante a entrevista, o prefeito falou sobre a possibilidade de adesão de 50% dos professores e sobre medidas para evitar prejuízos aos estudantes. Tony Pablo respondeu que a adesão era pequena, segundo a avaliação da gestão, e disse esperar outra decisão judicial favorável ao município.
As classificações de ilegalidade e abusividade são declarações do prefeito. Apesar de reiterar que não aceitará pressão do sindicato, Tony Pablo afirmou que a administração poderá atender reivindicações conforme a capacidade financeira e orçamentária do município.
Nelson Salles da Redação
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