
O drama vivido pela família do empresário Henzo Alexandre Souza Amaro, de 24 anos, segue mobilizando Rondônia. Dez dias após o naufrágio de uma embarcação no rio Machado, em Machadinho d’Oeste (RO), o jovem, morador de Ariquemes, continua desaparecido.
Quatro corpos já foram localizados pelas equipes de resgate desde o acidente ocorrido no dia 30 de abril. Henzo, porém, permanece sem ser encontrado, aumentando a angústia dos familiares e levantando dúvidas sobre o que realmente aconteceu no momento da tragédia.

Casado há menos de um ano com Natália Gaienski, o empresário aguardava a chegada do primeiro filho do casal. A jovem está grávida de sete meses. Os dois oficializaram a união no dia 20 de julho, de 2025.
Desde o desaparecimento do marido, Natália tem utilizado as redes sociais e entrevistas à imprensa para pedir apoio da população e reforçar os apelos pela retomada das buscas.
Durante entrevista concedida à Rede Amazônica, ela afirmou que a família segue recebendo informações sobre o caso e pediu que qualquer pista seja repassada, mesmo que de forma anônima.
“Se alguém tiver uma informação, uma pista, pode ser anônima, não é obrigatório se comprometer. Assim como a gente tem feito todo esse tempo, a gente tem escutado muita gente, mesmo assim a gente está guardando os nomes, a gente não está espalhando”, declarou.
As buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar foram encerradas na terça-feira, dia 5 de maio, após cinco dias de operação intensiva no rio Machado. Agora, familiares defendem que os trabalhos avancem também para áreas de mata próximas ao local do naufrágio.

Segundo parentes de Henzo, o fato de o corpo ainda não ter sido encontrado alimenta hipóteses de que ele possa ter conseguido sair da água.
“Existe a possibilidade do meu irmão ter nadado, se estivesse mesmo no barco, e ter corrido para a mata, porque a gente não tem um corpo. E o principal: se aconteceu algo estranho, diferente, ele pode ter corrido para a mata e estar perdido, ferido, em um buraco, alguma coisa”, afirmou a irmã do empresário.
A Polícia Civil acompanha o caso e informou que solicitou apoio de forças especializadas para reforçar as buscas em regiões de floresta.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, foram acionados o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Polícia Militar, e também a 17ª Brigada de Infantaria de Selva, do Exército Brasileiro, para atuação com equipes treinadas em operações de busca em mata fechada.
O pedido também foi encaminhado ao Departamento de Polícia do Interior (DPI), que avalia possível apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), unidade especializada da Polícia Civil.

O naufrágio aconteceu em uma região conhecida pela forte correnteza e pelas características perigosas do rio Machado. O ponto turístico, localizado a cerca de 80 quilômetros da área urbana de Machadinho d’Oeste, atrai visitantes principalmente para pesca esportiva e lazer.
Moradores da região descrevem o local como de extrema beleza natural, porém traiçoeiro para quem não possui experiência ou conhecimento das condições do rio.
Enquanto as autoridades analisam novos reforços para as buscas, familiares e amigos seguem vivendo dias de esperança, angústia e incerteza diante do desaparecimento do jovem empresário.
As informações são do G1/Rondônia

Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!