
O pré-candidato ao Governo de Rondônia, Hildon Chaves, passou a adotar um discurso mais pessoal nas entrevistas concedidas nos últimos dias. Em participações em rádios e portais de notícias, entre elas uma entrevista realizada nesta sexta-feira (4), o ex-prefeito de Porto Velho falou abertamente sobre saúde, idade, experiência política e as próprias limitações.
Durante as declarações, Hildon afirmou estar bem de saúde, mas relatou ter enfrentado episódios de doença durante a pandemia, segundo ele, ao menos quatro vezes. O político disse considerar a possibilidade de que esse período tenha deixado reflexos, inclusive sobre a rapidez de seu raciocínio em comparação com anos anteriores.
Aos 58 anos, o pré-candidato tem procurado transformar a idade e a experiência em elementos de sua comunicação política. Em vez de tentar construir uma imagem de juventude, passou a explorar o personagem chamado de “tiozão”, utilizado pela própria estratégia de comunicação da pré-campanha.
O movimento também representa uma tentativa de humanizar a imagem do político diante do eleitorado. Nas entrevistas, Hildon tem reconhecido dificuldades pessoais e destacado a experiência administrativa adquirida durante sua trajetória pública.
A estratégia, no entanto, ainda precisará ser testada eleitoralmente. Experiência, espontaneidade e exposição pessoal podem ampliar a identificação com parte dos eleitores, mas não substituem fatores decisivos em uma disputa estadual, como alianças políticas, propostas, estrutura partidária e capacidade de conquistar votos nas diferentes regiões de Rondônia.
De acordo com números divulgados pela própria equipe de campanha, as entrevistas recentes teriam provocado forte movimentação nas redes sociais, com mais de 10 mil novos seguidores em menos de 24 horas nos perfis ligados ao projeto político de Hildon. O dado é atribuído à campanha e deve ser analisado separadamente do desempenho eleitoral efetivo.
A aposta, neste momento, parece ser clara: apresentar um candidato menos preso ao discurso tradicional e mais disposto a conversar sobre características pessoais que normalmente ficam fora das entrevistas políticas.
A questão que seguirá acompanhando a pré-campanha é se essa aproximação digital e a repercussão das entrevistas conseguirão se transformar em apoio político e, posteriormente, em votos na disputa pelo Palácio Rio Madeira.
Nelson Salles da Redação
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