A sucessão ao governo de Rondônia em 2026 já mobiliza os bastidores da política regional com uma disputa estratégica entre dois protagonistas de peso: o ex-prefeito Hildon Chaves (PSDB) e o deputado federal Fernando Máximo (União Brasil). Ambos oriundos de Porto Velho – capital –, os dois líderes simbolizam projetos políticos distintos e carregam históricos que despertam forte atenção do eleitorado e das lideranças partidárias.
Hildon Chaves, que governou a capital por dois mandatos consecutivos, encerrou sua gestão com altos índices de aprovação popular. Administrador com perfil técnico, apostou em equilíbrio fiscal, reorganização administrativa e investimento em infraestrutura urbana. Desde que deixou o cargo em 2024, vem se movimentando com discrição, fortalecendo alianças e mantendo viva sua base política.
Já Fernando Máximo, médico e ex-secretário estadual de Saúde durante o governo Marcos Rocha (União-Brasil), consolidou-se como uma liderança ascendente após ser o deputado federal mais votado de Rondônia em 2022, com destaque para os 45 mil votos obtidos em Porto Velho — número que evidencia sua capilaridade entre eleitores da capital. Com discurso conservador e popular entre os setores religiosos e comunidades periféricas, Máximo conta com o apoio declarado do ex-deputado Léo Moraes, nome de influência entre jovens e bases populares.
A disputa, embora ainda informal, representa mais que um embate eleitoral: trata-se de uma batalha por influência em Porto Velho, maior colégio eleitoral do estado e tradicional fiel da balança nas últimas eleições. Em 2022, por exemplo, a capital foi determinante na reeleição do governador Marcos Rocha (União Brasil), que derrotou Léo Moraes no segundo turno com apoio maciço da máquina pública.
A rivalidade entre Hildon e Máximo remonta a disputas internas anteriores. Enquanto Chaves consolidou-se no PSDB com um perfil de centro-direita mais institucional, Máximo personifica uma linha bolsonarista que, mesmo após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022, ainda mobiliza expressiva parcela do eleitorado rondoniense. Essa dicotomia de perfis alimenta uma polarização silenciosa, mas crescente, entre setores empresariais, religiosos e movimentos sociais.
Analistas locais apontam que a definição do apoio do atual governador Marcos Rocha será decisiva. Apesar de ambos terem vínculos com seu grupo político — Máximo como ex-secretário e Hildon como aliado pontual — Rocha ainda não sinalizou preferência, buscando preservar sua governabilidade até o fim do mandato.
Enquanto isso, a disputa por espaço em Porto Velho segue acirrada. Os dois pré-candidatos intensificam agendas locais, reativam contatos políticos e sondam alianças partidárias de olho nas convenções de 2026. Nos bastidores, tanto o PSDB quanto o União Brasil se articulam nacionalmente para garantir palanques competitivos no Norte do país, especialmente em estados como Rondônia, onde a direita conservadora mantém força eleitoral.
Caso a disputa se confirme, 2026 poderá representar um dos embates mais emblemáticos da política recente em Rondônia — reunindo experiência administrativa, expressividade parlamentar e capital eleitoral em uma arena onde a vitória em Porto Velho pode significar o passaporte direto ao Palácio Rio Madeira. O Minuto Notícia – Informação é Poder!