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Hildon questiona leilão da CAERD e diz que há “algo de podre no ar” às vésperas da eleição

Candidato ao Governo de Rondônia critica previsão de leilão por R$ 8,47 bilhões e cobra explicações sobre decisão tomada poucos dias antes da votação

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Hildon Chaves questiona leilão da CAERD

O candidato ao Governo de Rondônia e ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (Federação União Progressista), levantou questionamentos sobre o processo de leilão envolvendo a Companhia de Águas e Esgotos do Estado de Rondônia (CAERD). As declarações foram feitas nesta terça-feira (2), durante debate entre os candidatos promovido pela REMA TV, em Porto Velho.

Ao abordar o tema, Hildon afirmou considerar estranho que uma decisão de grande impacto sobre o futuro do saneamento no estado avance justamente às vésperas das eleições. O candidato utilizou a expressão de que “tem algo de podre no ar” ao criticar o processo e defender maior transparência.

Segundo as informações apresentadas durante o debate, o leilão está previsto para o dia 29 de setembro, na Bolsa de Valores de São Paulo, com valor estimado em R$ 8,47 bilhões e previsão de contrato com duração de 35 anos.

Hildon argumentou que os problemas de saneamento básico enfrentados há décadas por moradores de Porto Velho e de outras regiões de Rondônia justificam um amplo debate público antes de qualquer mudança estrutural no modelo de prestação dos serviços.

“Há décadas que a população da capital e de todo o Estado sofre com a falta de saneamento básico, mas fazer essa privatização na mesma semana da eleição, sem um grande debate público, revela que existe algo de muito podre em toda essa história”, declarou.

O candidato também estabeleceu uma comparação política com o processo envolvendo a BR-364 e questionou se o Governo de Rondônia estaria correndo o risco de tomar uma decisão que, em sua avaliação, poderia trazer consequências futuras difíceis de reverter.

Durante sua participação no debate, Hildon afirmou considerar “muito estranha” a rapidez do processo e criticou o fato de uma decisão desta dimensão ocorrer, segundo ele, apenas seis dias antes das eleições.

Para o candidato, uma operação envolvendo bilhões de reais e um contrato de longo prazo deveria ser precedida por discussões mais amplas com a sociedade, especialistas, trabalhadores e representantes dos municípios que dependem diretamente dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

“Estamos vendo a privatização da BR-364 se repetir diante dos nossos olhos e ninguém fala nada; mas depois da eleição, quando a ficha cair, vai ser tarde demais”, afirmou.

Hildon também declarou que seu questionamento não se limita à eventual participação da iniciativa privada no setor, mas principalmente ao momento escolhido para a realização do procedimento.

“O meu questionamento é que todo esse movimento ocorra justamente no apagar das luzes, depois de atravessar praticamente todos os oito anos de mandato sem tocar no assunto. Justo agora, seis dias antes da eleição”, disse.

Acusações são posicionamento do candidato

As declarações apresentadas por Hildon Chaves durante o debate representam questionamentos e avaliações políticas do candidato. A afirmação de que haveria alguma irregularidade ou problema oculto no processo não constitui, por si só, comprovação de ilegalidade.

Até que sejam apresentados documentos, decisões de órgãos de controle ou outras evidências capazes de demonstrar irregularidades, as críticas devem ser tratadas como posicionamento político no contexto da campanha eleitoral.

O debate sobre o futuro da CAERD, entretanto, envolve uma das áreas mais sensíveis da administração pública: o fornecimento de água e os serviços de saneamento básico para a população de Rondônia.






Nelson Salles da Redação

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