Na noite de quinta-feira, dia 26 de fevereiro, a Polícia Militar prendeu um homem suspeito de agredir a ex-companheira no bairro Novo Horizonte, em Cacoal (RO). A ocorrência foi registrada como lesão corporal no contexto de violência doméstica, conforme o artigo 129, §13º, do Código Penal, em consonância com a Lei Maria da Penha.
Segundo informações policiais, a guarnição foi acionada por volta das 21h56 pela Central de Operações para averiguar denúncia de agressão na Avenida Belo Horizonte. Ao chegar ao local, os militares se depararam com um casal em via pública e constataram a situação de flagrante: o homem puxava a mulher pelos cabelos enquanto ela segurava uma criança no colo — um cenário que dispensa maiores comentários sobre o nível de descontrole do agressor.
Diante da gravidade, a equipe realizou intervenção imediata para cessar as agressões.
Uma testemunha que passava pelo local relatou ter presenciado o suspeito puxando a vítima pelos cabelos e praticando agressões físicas. Foi essa pessoa que acionou a Polícia Militar e permaneceu no local para prestar esclarecimentos.
À polícia, a vítima informou que manteve relacionamento com o agressor por aproximadamente dois anos e que a separação ocorreu há cerca de dois meses. Conforme o relato, o homem não aceita o fim do relacionamento. Na data dos fatos, ele teria solicitado que ela levasse o filho do casal até seu apartamento. No local, ao informar que iria embora, a mulher foi impedida de sair, sendo puxada para o interior do imóvel e pressionada contra a parede.
Mesmo com a criança no colo, a vítima conseguiu deixar o apartamento. Porém, ao atravessar a via pública, foi novamente alcançada e agredida com puxões de cabelo e empurrões — cena presenciada pela testemunha.
Diante da materialidade e dos indícios de autoria, o suspeito recebeu voz de prisão e foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis. Conforme a Polícia Militar, foi necessário o uso de algemas para prevenir risco de fuga e garantir a segurança das partes envolvidas e da equipe.
A vítima manifestou interesse em solicitar Medida Protetiva de Urgência contra o agressor. O caso segue sob investigação da Polícia Civil.
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