
Uma reunião realizada nesta semana, entre representantes do Sindicato dos Servidores Municipal de Cacoal (Sinsemuc), vereadores, comissão de negociação dos professores e integrantes da administração municipal, debateu sobre o pagamento do piso nacional dos servidores da educação, em Cacoal (RO). O encontro contou com a presença do prefeito Tony Pablo (PSD), secretários e procuradoria do município.

Durante a reunião, o sindicato afirmou que os recursos atualmente repassados pelo Fundeb seriam suficientes para assegurar o cumprimento do reajuste do piso salarial da categoria. No entanto, segundo os representantes dos professores, a administração municipal estaria adotando cautela jurídica diante da tramitação de matérias relacionadas ao tema em Brasília e também no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a categoria, o município tem utilizado como justificativa a votação da medida provisória que reajustou o piso nacional da educação neste ano, além da discussão envolvendo piso e plano de carreira que ainda aguarda definição no STF.

Os servidores da educação demonstraram insatisfação com a situação e afirmaram que diversos estados e municípios brasileiros já realizaram o pagamento atualizado aos profissionais da educação. Segundo eles, Cacoal historicamente manteve o cumprimento do piso e da carreira do magistério ao longo dos últimos 16 anos.
Ainda conforme o sindicato, durante as negociações ocorridas anteriormente, o então prefeito Adailton Fúria (PSD), teria informado que o atual prefeito Tony Pablo, assumiria a responsabilidade pela continuidade do processo de pagamento do reajuste. Os representantes afirmam que, nas reuniões anteriores, não houve manifestação contrária ao pagamento por parte da atual gestão.
O sindicato informou ainda que a Prefeitura Municipal deverá encaminhar um documento oficial nos próximos dias com posicionamentos e possíveis encaminhamentos sobre a pauta apresentada pela categoria.
Após o recebimento do documento, será realizada uma assembleia dos servidores municipais da educação para definir os próximos passos do movimento. Entre as possibilidades discutidas estão a continuidade das negociações, atos de manifestação e outras medidas que poderão ser deliberadas pelos profissionais.
A direção sindical destacou que a decisão final será tomada de forma coletiva pelos servidores presentes na assembleia, respeitando a soberania da categoria.
Enquanto isso, o clima entre os profissionais da educação segue de expectativa e insatisfação diante da ausência de uma definição concreta sobre o reajuste do piso nacional em Cacoal.