
Indígenas de diferentes comunidades iniciaram uma manifestação na tarde de quarta-feira, 24 de junho, na sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), em Cacoal (RO). O grupo cobra melhorias no atendimento à saúde, mais respeito aos povos originários, fornecimento de medicamentos, estrutura adequada nas bases e nas aldeias, além da exoneração da atual coordenadora do distrito.
De acordo com os manifestantes, o DSEI Vilhena (RO) atende comunidades indígenas em dois estados: Rondônia e Mato Grosso. A área de abrangência inclui polos em Cacoal, Vilhena, Juína e Aripuanã, responsáveis por atender povos indígenas que dependem dos serviços de saúde ofertados pelo distrito.
Durante o protesto, lideranças relataram dificuldades no acesso a atendimentos médicos, falta de medicamentos, problemas relacionados ao saneamento, deficiência na estrutura dos serviços e demora no atendimento de casos de urgência e emergência nas aldeias.
“Hoje, a nossa reivindicação é pela melhoria da nossa saúde, do saneamento, do medicamento, da busca da urgência e emergência nas aldeias”, afirmou uma das lideranças presentes na manifestação.
Os indígenas também afirmam que a situação da saúde nas comunidades está fragilizada e que as demandas apresentadas pelas aldeias não estariam sendo atendidas de forma satisfatória. Segundo os manifestantes, a cobrança é por mudanças que garantam atendimento digno e respeito às lideranças e aos usuários do sistema de saúde indígena.
Entre as principais reivindicações está o pedido de exoneração da atual coordenadora do DSEI, Midian Cinta Larga. Os manifestantes alegam que a gestão não tem correspondido às necessidades das comunidades e afirmam que o diálogo com as lideranças precisa ser fortalecido.

“Estamos pedindo a exoneração da atual coordenadora por motivo da nossa saúde estar muito delicada. Nossa saúde está em fragilidade”, declarou outra das lideranças.
Uma indígena afirmou que há preocupação com a falta de estrutura nas bases de atendimento. Segundo ela, faltam medicamentos, veículos, obras de melhorias e ações voltadas ao saneamento nas aldeias.
“Hoje a nossa saúde está falida. Não há medicamento, não há carro, não há construção, não há saneamento. Está muito precário”, relatou.
Os manifestantes também convocaram lideranças indígenas, conselheiros distritais e conselheiros locais para apoiarem as reivindicações e acompanharem as decisões relacionadas ao atendimento prestado às comunidades.
A manifestação segue como forma de pressão para que as demandas sejam ouvidas pelos órgãos responsáveis. O espaço permanece aberto para manifestação do DSEI, da coordenação citada e dos órgãos competentes.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!