
A Delegacia de Homicídios da Polícia Civil de Ariquemes (RO), avançou significativamente nas investigações sobre o desaparecimento de Dione Batista da Costa, de 27 anos, conhecido pelo apelido de “Rosinha”. Dois suspeitos já foram presos preventivamente e a polícia acredita ter praticamente esclarecido o crime, que chocou familiares e moradores pela brutalidade e pela frieza dos envolvidos.
A investigação ganhou força após a localização de uma ossada humana em um poço situado na Travessa Benditivo, no Setor 2, em um imóvel abandonado que anteriormente funcionava como hotel. A suspeita é de que os restos mortais sejam da vítima desaparecida desde o fim do ano passado.
Em entrevista concedida ao programa, o delegado de homicídios, doutor Francisco Borges, explicou que o caso começou a ser tratado inicialmente como desaparecimento, após familiares registrarem boletim de ocorrência entre os meses de novembro e dezembro de 2025.
Segundo o delegado, Dione teria saído de casa afirmando que retornaria em seguida. Conforme relatos da família, ele não apresentava sinais de ameaça ou conflito recente e estaria com certa quantia em dinheiro referente a um trabalho realizado dias antes.

As investigações começaram a mudar de rumo após denúncias anônimas indicarem que o desaparecimento poderia, na verdade, esconder um homicídio. A partir disso, a Delegacia de Homicídios iniciou diligências em campo, ouvindo pessoas próximas da vítima e dos suspeitos.
De acordo com o delegado, testemunhas passaram a relatar que os próprios investigados comentavam “à boca miúda” sobre a participação no crime. Uma testemunha ocular, mantida sob sigilo, afirmou ter visto a vítima sendo violentamente agredida e arrastada até o local onde o corpo teria sido ocultado.
A polícia trabalha com as qualificadoras de motivo fútil, impossibilidade de defesa da vítima e ocultação de cadáver. Há ainda apuração sobre possível motivação financeira ou discussão banal ocorrida enquanto todos consumiam bebida alcoólica.
“Os relatos indicam que a vítima estava embriagada, sem qualquer condição de reação, sendo espancada por dois homens”, explicou o delegado.
Outro detalhe que chamou atenção dos investigadores foi o histórico criminal de um dos presos. Segundo a Polícia Civil, o suspeito acumula mais de 40 registros de envolvimento em ocorrências policiais desde a adolescência.
As prisões preventivas foram cumpridas após decisão judicial expedida recentemente. Um dos suspeitos foi localizado sem resistência. Já o segundo tentou fugir ao perceber a aproximação da equipe policial, correndo pelas ruas após abandonar uma bicicleta, mas acabou cercado e preso.
A motocicleta pertencente à vítima também foi localizada escondida em meio ao matagal, em outra região da cidade. Conforme informações periciais, o veículo estaria abandonado há mais de 40 dias, indicando possível tentativa de despistar as investigações e eliminar rastros do crime.
Agora, a Polícia Civil trabalha na reta final do inquérito, com novas oitivas, coleta complementar de provas e conclusão do relatório investigativo.

Durante a entrevista, o delegado Francisco Borges destacou o empenho da equipe da Delegacia de Homicídios e também ressaltou a importância da colaboração da população.
“Nesse caso específico, as denúncias anônimas foram fundamentais para chegarmos aos suspeitos”, afirmou.
O caso segue sob investigação e a identificação oficial da ossada dependerá dos exames periciais.
Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!