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Investigação da Polícia Federal mira Banco Digimais e bloqueia recursos milionários

Caso envolve apuração de operações financeiras suspeitas e possíveis crimes contra o sistema bancário

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Líder religioso não mora no Brasil e não foi alvo da operação. (Foto: Reprodução/Facebook/Edir Macedo (ampliada com inteligência artificial))

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (23), a Operação Miragem, focada em fraudes no sistema financeiro supostamente praticadas pelo Banco Digimais, do líder da Igreja Universal, bispo Edir Macedo. O religioso não mora no Brasil e, por isso, não foi alvo.

A operação foi autorizada pela Justiça Federal e cumpre nove mandados de busca e apreensão. A mesma decisão levantou os sigilos bancário e fiscal dos envolvidos e determinou o bloqueio de até R$ 670 milhões.

De acordo com a nota da PF, foram analisados relatórios do Banco Central (BC) que apontam para a manipulação de documentos financeiros para maquiar um rombo estimado em R$ 8,5 bilhões. Parte dessas supostas fraudes envolveria aplicações em fundos de investimento, de modo semelhante ao que é apontado no caso do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Documentos foram apreendidos na sede do banco.

No dia 8 de abril, o banco BTG Pactual anunciou ao mercado que firmou um acordo para a compra da instituição. Em meio ao problema financeiro e às supostas fraudes, a operação ainda precisa passar pelo BC e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Logo em sua página inicial, o Digimais exibe uma nota assinada no último sábado (20) condenando reportagens sobre as supostas irregularidades, que teriam sido produzidas "sem qualquer lastro na realidade". Para o banco, as divulgações representam uma violação à ética jornalística.

"A instituição permanece firme em seu propósito, operando com a segurança e a integridade que sempre nortearam suas atividades, à disposição de seus clientes, parceiros e das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos legítimos", conclui.

A Gazeta do Povo entrou em contato com o Digimais e com o BTG Pactual para manifestação acerca da deflagração da Operação Miragem. O BTG Pactual disse que não irá comentar. O espaço segue aberto para manifestação.

Por Vinicius Macia



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