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Investimento da Neoenergia na Bahia chega a R$ 3,2 bilhões para impulsionar o agro

Uma das principais demandas dos produtores rurais é o uso de energia para sistemas de irrigação

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Fabiana Lopes, diretora-presidente da Neoenergia Coelba — Foto: Thiago de Jesus/Globo Rural

A Neoenergia Coelba vai investir R$ 3,2 bilhões no extremo oeste da Bahia até 2030 para ampliar a infraestrutura elétrica da região, e dar suporte ao crescimento do agronegócio local. Uma das principais demandas dos produtores rurais é o uso de energia para sistemas de irrigação. O anúncio da companhia foi feito durante a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), e faz parte do plano de R$ 25 bilhões que será aplicado em todo o Estado nos próximos anos.

Segundo a diretora-presidente da Neoenergia Coelba, Fabiana Lopes, os recursos serão destinados à modernização da rede, construção e ampliação de subestações e expansão das linhas de distribuição de energia. A executiva destacou que o investimento busca acompanhar o ritmo acelerado de crescimento econômico da região, visando o fortalecimento do agronegócio.

“Vamos ampliar em 93% a capacidade instalada daqui da região do oeste para impulsionar o agronegócio, a verticalização da indústria, o comércio e o crescimento expressivo de toda a região”, disse.

Segundo a presidente da distribuidora, o investimento é uma resposta ao avanço contínuo do agronegócio no oeste baiano. “Nos últimos três anos foram R$ 1 bilhão investidos e a região cresce a dois dígitos há bastante tempo, com o próprio desenvolvimento do agro e com a perspectiva de verticalização da indústria para suportar também o agro”, afirmou.

A agricultura irrigada é um dos setores que mais demandam energia na região. Para planejar os próximos investimentos, a Neoenergia vem trabalhando em conjunto com entidades do setor produtivo, como a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) e a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abrapa).

“Estamos trabalhando em parceria com as associações no mapeamento dessa demanda potencial e da demanda futura de crescimento. Não é só a distribuição de energia que precisa acompanhar esse crescimento. A geração e as grandes linhas de transmissão também precisam acompanhar para que possamos suportar o desenvolvimento da região”, afirmou.

A executiva ainda ressaltou que a companhia já apresentou estudos sobre o crescimento da demanda energética da região à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), responsável pelo planejamento dos leilões de geração e transmissão no país. “Apresentamos esse estudo demonstrando o crescimento já realizado e o crescimento futuro da demanda para que possamos preparar o desenvolvimento energético de toda a região”, concluiu.

*O jornalista viajou a convite da Bahia Farm Show

Por Luiz Eduardo Minervino — Luis Eduardo Magalhães (BA)


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