Com cerca de 30% de participação no mercado nacional de ingredientes e aditivos para ração animal, a Auster Nutrição Animal investirá R$ 20 milhões para ampliar em 25% a sua capacidade produtiva em 2026, de 3,2 mil para 3,7 mil toneladas mensais.
Segundo o diretor-presidente da companhia, Paulo Portilho, o objetivo é aumentar a presença da empresa no volume total de ração produzida no país dos atuais 18 milhões de toneladas para 20 milhões de toneladas de uma produção total nacional estimada em 94 milhões de toneladas pelo Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações).
“Nosso orçamento de vendas prevê um crescimento de 18% em vendas, mas o mais importante para nós é crescer no impacto nosso dentro da produção de proteína animal no Brasil. É uma meta ambiciosa, mas factível”, garante o executivo.
Os investimentos, afirma, serão majoritariamente destinados à automação da linha de embalagens e à instalação de uma nova linha de produção ainda este ano. A previsão é de que as obras sejam concluídas em outubro.
Os investimentos também acompanham as mudanças no portfólio da companhia, com uma participação cada vez maior de soluções de maior valor agregado, como complexos enzimáticos, em detrimento de itens de menor complexidade, como ingredientes especiais de menor valor e usados em maior quantidade.
“Há 15 anos, 80% das nossas vendas eram de ingredientes especiais e hoje isso não dá nem 5%. Então mudou bastante”, revela o executivo. Segundo ele, o cenário favorável para o mercado de proteína animal tem contribuído para alavancar os resultados da Auster. Em 2025, a companhia registrou faturamento recorde de R$ 485 milhões, crescimento de 17% em relação a 2024, quando a receita somou R$ 415 milhões.
“O preço dessas carnes vem se mantendo num patamar muito interessante para o processo econômico do nosso cliente e os preços de muitas matérias-primas estão caindo. Então, a parte boa dessa história é que o setor de carnes vem tendo anos muito bons de margens”, destaca o diretor presidente da companhia, Paulo Portilho.
Segundo ele, o resultado foi sustentado pela gestão dos custos das matérias-primas, majoritariamente dolarizadas, e pelo foco na rentabilidade dos clientes, com soluções nutricionais voltadas à eficiência produtiva. “O nosso objetivo com os nossos produtos é que o nosso cliente produza mais carne com um volume menor de insumos”, destaca o executivo.
A empresa atua com premixes, aditivos e especialidades desenvolvidos a partir de diagnósticos técnicos individualizados, combinando a venda de produtos com um trabalho consultivo no campo, realizado por equipes técnicas especializadas – coisas que, na avaliação de Portilho, “andam de mãos dadas”.
“Esse processo bem feito de diagnóstico, correção, ajuste, apoio, trabalho muito mais de consultoria, esse trabalho bem feito e com bons produtos é que nos levam a melhorar a eficiência do cliente e ganhar mercado”, afirma.
Por Cleyton Vilarino — São Paulo