MENU

Investimento fortalece produção de sementes no Mato Grosso

Polato Sementes espera faturar R$ 300 milhões a mais com nova planta industrial, que será inaugurada ainda em fevereiro.

Compartilhar:
Investimento fortalece produção de sementes no Mato Grosso
Companhia deve dobrar capacidade produtiva com investimento — Foto: Divulgação

Após três anos de planejamento e R$ 100 milhões investidos, a Polato Sementes inaugura até o fim deste mês sua indústria de beneficiamento, situada no município de Pedra Preta (MT). A empresa espera agora dobrar sua capacidade produtiva, muito em função do ganho tecnológico que a nova unidade promete trazer.

“Esse projeto começou a ser desenhado em 2023 e foi executado ao longo de 2024. Antes disso, lá entre 2020 e 2021, a gente até chegou a estudar a possibilidade de fazer um upgrade na unidade antiga. Mas, naquele momento, por conta da pandemia e também de estudos internos, entendemos que simplesmente expandir não faria sentido”, disse à reportagem, Orlando Henrique Polato, CEO da Polato Sementes.

A empresa já possui uma Unidade de Beneficiamento de Sementes (UBS) em Pedra Preta. Mas essa nova planta foi concebida dentro do conceito de indústria 4.0, que, segundo a Polato, deve manter sua estrutura tecnológica pelos próximos 30 anos. Os novos equipamentos de beneficiamento oferecem desempenho superior ao da planta anterior, com máquinas que têm mais de 30% de capacidade adicional e níveis elevados de automação.

Polato não detalhou o faturamento atual da empresa, mas estimou incremento de R$ 300 milhões na receita nos próximos anos a partir da nova unidade de beneficiamento. Ele avaliou também que é cedo para dizer quando o investimento começará a se pagar.

1770651788_4069d3d3dff339db52fa.jpg

Orlando Polato: “Esse projeto começou a ser desenhado em 2023 e foi executado ao longo de 2024" — Foto: Divulgação

“Só a capacidade de beneficiamento, por si só, já representa um ativo operacional que movimenta dezenas de milhões de reais por safra. Agora, a recuperação do investimento é um processo de médio prazo, que depende de várias variáveis de mercado, clima e demanda. Não é algo imediato, mas foi pensado de forma muito consistente”.

O executivo ressaltou que o primeiro ano da nova indústria será marcado pela implementação de projetos, e também servirá para avaliar como será a recepção do mercado.

“Vale lembrar que não foi só um investimento em volume. A gente também avançou bastante em tecnologia e genética, com novas cultivares exclusivas”, frisou.

Com a nova planta, a Polato já obteve quatro novos licenciamentos e dobrou a oferta de produtos, passando de 15 para 30 cultivares. A companhia também expandiu o portfólio, e além de sementes de soja e algodão passará a ofertar o insumo para a cultura do sorgo em 2026.

Demanda

Em meio a um cenário de ampla oferta e preços deprimidos para alguns dos principais clientes da Polato, como sojicultores e cotonicultores, o CEO da empresa acredita que não haverá mudanças estruturais na demanda por sementes.

“Quando a margem aperta, o produtor costuma ser ainda mais criterioso. Ele busca eficiência, produtividade e segurança no plantio, porque errar custa caro. Além disso, ao ampliar a capacidade produtiva e o portfólio, ganhamos mais flexibilidade para ajustar a oferta conforme o comportamento do mercado, sem abrir mão da qualidade e do relacionamento com o produtor”, pontuou.

Por Paulo Santos — Campina Grande (PB)