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Irmãos acusados de executar empresário em Teixeirópolis, vão à júri popular nesta sexta-feira, 22 de maio

Crime ocorrido em novembro de 2021, chocou moradores da principal avenida de Teixeirópolis (RO) e teria sido motivado por conflitos familiares e comerciais envolvendo venda de milho e desocupação de imóvel.

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Bruno Henrique. Todas as informações e imagens, são do Correio Central.

A comarca de Ouro Preto do Oeste (RO), realiza nesta sexta-feira, dia 22 de maio, o julgamento dos irmãos Claudiomar Krause e Niltomar Krause, acusados de participação no assassinato do empresário Bruno Henrique da Silva Souza, morto aos 33 anos, no município de Teixeirópolis (RO), no final da tarde do dia 30 de novembro de 2021. A informação é do site Correio Central.

O caso será levado ao Tribunal do Júri após conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil, que apontou os irmãos como autores do homicídio ocorrido em uma cerealista localizada na principal avenida da cidade. Conforme as investigações, Bruno Henrique era ex-cunhado de Claudiomar, e a relação entre as famílias já apresentava histórico de desentendimentos anteriores ao crime.

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Comprador de gado é morto a tiros em pátio de posto de combustíveis, em Teixeirópolis, RO


Segundo o inquérito policial, os irmãos foram até o local sob o pretexto de comprar um saco de milho. Pouco depois, Bruno Henrique chegou à cerealista e teria sido surpreendido pelos disparos. A investigação aponta que Claudiomar efetuou o primeiro tiro assim que a vítima entrou no imóvel. Ferido, Bruno ainda tentou deixar o estabelecimento, percorreu uma área próxima a um posto de combustíveis e caiu no pátio.

A perícia constatou extrema violência na execução. De acordo com o laudo tanatoscópico, dois projéteis foram retirados do corpo da vítima. Bruno Henrique apresentava seis perfurações de entrada e três de saída. Os peritos concluíram que os disparos ocorreram a curta distância e pelas costas, sem possibilidade de defesa.

Ainda conforme a Polícia Civil, a arma utilizada estava carregada com cartuchos de chumbo. Fragmentos da munição e a chamada “bucha” do cartucho foram encontrados próximos ao corpo, reforçando a tese de disparo à queima-roupa. A investigação foi coordenada pelo delegado Niki Locatelli e contou com atuação do Serviço de Vigilância, Investigação e Captura (Sevic) da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste.

As apurações também revelaram que o conflito entre vítima e acusados teria se agravado após discussões envolvendo um imóvel e atividades comerciais relacionadas à venda de milho. Bruno Henrique administrava um depósito de cereais e teria sido comunicado pelo ex-sogro sobre a necessidade de desocupação do imóvel até janeiro de 2022. Dias antes do crime, segundo a polícia, ocorreram discussões por telefone envolvendo carga de milho adquirida na região do Vale do Guaporé.

Após o homicídio, Claudiomar e Niltomar deixaram Teixeirópolis em uma Chevrolet Corsa prata e passaram a ser considerados os principais suspeitos do assassinato. Cerca de 12 dias depois, os irmãos se apresentaram espontaneamente à Delegacia de Ouro Preto do Oeste. Em depoimento, alegaram legítima defesa, afirmando que Bruno Henrique teria avançado contra Niltomar antes dos disparos. Entretanto, testemunhas ouvidas durante a investigação não confirmaram a versão apresentada pelos acusados.

O julgamento reacende a expectativa de justiça para os familiares da vítima. Atualmente, os filhos de Bruno Henrique, que tinham apenas 13 e 9 anos na época do crime, vivem sob os cuidados da avó materna, a professora Lúcia Helena da Silva.

Em declaração emocionada, a mãe da vítima afirmou carregar o peso da tragédia desde o assassinato do filho e disse esperar que os responsáveis sejam responsabilizados perante a Justiça.

“O meu filho saiu de casa para trabalhar e nunca mais voltou. Não houve diálogo. O que eu espero é justiça”, declarou.

O caso voltou a mobilizar atenção regional pela repercussão do crime e pelas circunstâncias apontadas pela investigação policial, que classificou a morte como uma execução sem possibilidade de reação por parte da vítima.

Todas as informações e imagens, são do Correio Central.





Nelson Salles da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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