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Jair Bolsonaro busca autorização de Alexandre de Moraes para realizar cirurgia

Pedido foi encaminhado ao STF e aguarda decisão de Alexandre de Moraes sobre a realização do procedimento no ombro de Jair Bolsonaro

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Queixa de dores do ex-presidente foi revelada por líder da equipe médica após alta. (Foto: Andre Borges/EFE)

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para que o ex-presidente passe por uma artroscopia no ombro direito. O pedido foi protocolado na noite desta terça-feira (21) e o procedimento está previsto para ocorrer entre sexta-feira (24) e sábado (25).

No pedido, os advogados detalham que Bolsonaro passa por fisioterapia e terapia medicamentosa que apresentam resultados satisfatórios. Com isso, um laudo confirma a aptidão para a realização da cirurgia.

As queixas de Bolsonaro foram reveladas à imprensa pelo cardiologista Brasil Caiado, que lidera a equipe médica, na coletiva ocorrida logo após sua alta do hospital DF Star. De acordo com Caiado, foi detectada uma lesão no manguito rotador, um grupo de quatro músculos e tendões que estabilizam a articulação do ombro.

O ex-presidente passou por uma avaliação do especialista em ombro Alexandre Paniago. Uma ressonância magnética confirmou a lesão, o que gerou a indicação para a cirurgia. A data confirma a previsão inicial da equipe, que estimava em um mês a recuperação do quadro de broncopneumonia necessária para que Bolsonaro passe por uma nova cirurgia.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente recebeu o aval de Moraes para passar 90 dias em casa, período que pode ser renovado em caso de novas necessidades motivadas por questões de saúde. A medida foi mais rígida do que em casos semelhantes, como o do ex-presidente Fernando Collor, que recebeu prisão domiciliar humanitária em caráter permanente.

No Congresso, a oposição trabalha para derrubar o veto do presidente Lula (PT) ao projeto de lei da dosimetria, que pode reduzir a pena de Bolsonaro para dois anos e quatro meses. A sessão conjunta que analisará o veto ocorrerá na próxima quinta-feira (30), um dia após a sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do STF.

Por Vinicius Macia



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