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Jogadores pode desembolsar alto valor para jogar a Copa do Mundo; entenda

Atletas, treinadores, equipes de apoio e torcedores enfrentam processo para retirada de visto para entrar nos EUA

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Delegação de Senegal é uma que deve arcar com quantia para disputar Copa Reprodução/Instagram/@footballsenegal - 19.01.2026

A participação na Copa do Mundo de 2026 pode custar caro para algumas seleções. Cidadãos de cinco países que disputarão o torneio (Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia) terão que desembolsar 15 mil dólares (na cotação atual, R$ 78 mil) em caução para obter um visto de turista (B-2) ou de negócios (B-1) para entrar nos Estados Unidos.

O “Programa Piloto de Caução de Visto”, que teve início em agosto de 2025, abrange mais 45 países e não dá qualquer isenção a atletas, treinadores ou membros da equipe de apoio que competem em grandes eventos esportivos, como o Mundial deste ano.

Sendo assim, os jogadores que ainda não possuem vistos americanos e precisarão solicitá-los durante o torneio devem pagar o valor do caução. Cada caso será analisado de forma individual, avaliando se uma isenção a essa política promove um “interesse nacional significativo”.

Ao jornal The Athletic, um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou que todos os cidadãos terão que atender aos mesmos padrões legais e que, caso esses atletas deixem os Estados Unidos antes do vencimento do visto, eles podem recuperar esse dinheiro. Além disso, essa medida não se aplica àqueles que já têm um visto válido existente.

Copa mais ‘inclusiva’ da história

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a Copa do Mundo de 2026 será a edição mais inclusiva da história do torneio. A organização pressiona o governo dos Estados Unidos para abrir exceções para os atletas para o não pagamento desse valor.

Internamente, a Fifa estuda formas de contornar essa situação. Entre as principais medidas da instituição está o fornecimento de cartas-convite para as delegações como uma forma de isentar as seleções do pagamento para retirada do visto.

Múltiplos vistos

A retirada do visto não é um problema só para entrar nos Estados Unidos. Alguns jogadores e torcedores precisam de vistos de acesso múltiplo, pois disputarão a Copa em mais de um país-sede. Esse é o caso da Costa do Marfim, que enfrenta a Alemanha em Toronto, no Canadá, mas tem outros dois jogos da fase de grupos na Filadélfia, nos EUA.

Enquanto Senegal faz a última partida da primeira fase em Toronto, mas começa o torneio em Nova Jersey. E a Tunísia faz a estreia na Copa no México, mas termina a fase de grupos no Kansas. Argélia e Cabo Verde disputarão todas as partidas nos Estados Unidos.

Estreia na Copa custa caro

Entre essas cinco seleções africanas, uma chama a atenção: Cabo Verde, um arquipélago de quase 525 mil habitantes, se classificou pela primeira vez para disputar a Copa. Fundada em 1982, a seleção do país conseguiu o feito histórico ao terminar as Eliminatórias Africanas na primeira colocação do seu grupo, na frente de Camarões.

A equipe não tem nomes muito valiosos no mercado; o jogador “mais caro” do elenco é o lateral-direito Wagner Pina, do Trabzonspor, da Turquia, atualmente, avaliado em 8 milhões de euros (na cotação atual, R$ 48,3 milhões), preço bem abaixo de estrelas das favoritas ao Mundial.

Para os jogadores, esse custo para retirada de visto pode ser um grande empecilho, mas a maior dificuldade ficará para os torcedores do país, que quiserem acompanhar a seleção nesse momento histórico.

*Sob supervisão de Camila Juliotti

Por Carol Malheiro*, do R7

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