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Júri popular julga acusado de homicídio ocorrido em 2016 em Cacoal, RO; réu permaneceu foragido por anos

Acusação sustenta que crime foi motivado por dívida e executado com recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Defesa informou que só se manifestará após o julgamento.

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Acusado de assasinato permaneceu foragido por anos

O Tribunal do Júri realizou nesta quinta-feira, dia 7 de agosto, o julgamento de Júlio César Marques de Oliveira, acusado de assassinar Elias de Oliveira Teixeira em 2016. O réu permaneceu foragido por vários anos, sendo classificado pelo sistema judiciário como de alta periculosidade, até ser localizado e preso na divisa entre os estados de Rondônia e Amazonas, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. A reportagem é de Matheus Afonso, da TV Suruí Cacoal.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, o homicídio ocorreu na residência da vítima. Conforme apurado no inquérito, Júlio César teria ido ao local sob o pretexto de levar uma pessoa para participar de uma entrevista de emprego.

Ainda segundo a investigação, após entrarem na casa e tomarem café com Elias, os envolvidos seguiram em direção à parte externa do imóvel. No momento da despedida, o acusado teria simulado que iria urinar, posicionando-se atrás da vítima e efetuando disparos de arma de fogo pelas costas.

A Polícia Civil aponta que, mesmo após Elias cair ao solo, o acusado teria realizado novos disparos à queima-roupa, provocando lesões fatais.
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Arma de fogo utilizada no crime

O Ministério Público apresentou denúncia por homicídio qualificado com duas circunstâncias agravantes. A primeira é o motivo fútil, uma vez que o crime teria sido motivado por uma dívida. A segunda refere-se ao recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que Elias teria sido surpreendido pelos disparos enquanto confiava no acusado.

Durante as investigações, a Polícia Civil localizou a caminhoneta que, segundo a apuração, teria sido utilizada na logística do crime. Também foi apreendida uma arma de fogo que passou por exame pericial. O laudo de balística concluiu que o armamento foi utilizado na execução de Elias.

No decorrer do inquérito, chegaram a circular nas redes sociais imagens de um homem morto acompanhadas da informação de que se tratava de Júlio César Marques. A Polícia Civil, no entanto, descartou a veracidade do conteúdo e prosseguiu com as diligências até localizar e prender o investigado.

A defesa de Júlio César Marques de Oliveira informou à reportagem que irá se pronunciar por meio de entrevista somente após o encerramento da sessão do Tribunal do Júri.



Nelson Salles

Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!


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