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Justiça penhora veículos de ex-prefeito de Jaru por dívida em loteamentos populares

A decisão, proferida pelo juiz Luis Marcelo Batista da Silva, da 1ª Vara Cível de Jaru.

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Justiça penhora veículos de ex-prefeito de Jaru por dívida em loteamentos populares

A Justiça de Rondônia determinou a penhora de três veículos do ex-prefeito Jean Carlos dos Santos, como parte de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado.

A decisão, proferida pelo juiz Luis Marcelo Batista da Silva, da 1ª Vara Cível de Jaru, visa garantir o ressarcimento de prejuízos aos cofres públicos relacionados à implantação dos loteamentos populares Jardim Europa e Jardim Primavera, durante a gestão do ex-prefeito.

A decisão atinge uma Toyota Hilux, um Fiat Uno Mille Way e um Fiat Strada Working, bens de propriedade de Jean Carlos. Ele foi condenado por fraude em licitação e direcionamento na contratação de obras para construção de casas populares no ano de 2011, enquanto ocupava o cargo de chefe do Executivo municipal. O processo, de número 0000506-56.2015.8.22.0003, já se arrasta há mais de dez anos.

Além do ex-prefeito, a empresa Pórtico Engenharia e Incorporações Ltda. também figura como ré no processo. Realidade socioeconômica de Jaru Localizado na região central de Rondônia, o município de Jaru possui cerca de 53 mil habitantes (IBGE, 2022) e sua economia é fortemente baseada na agropecuária e no comércio local.

Apesar do crescimento urbano nos últimos anos, o município ainda enfrenta desafios estruturais, como déficit habitacional, carência de infraestrutura urbana e limitações na oferta de empregos formais.

A renda per capita estimada é de R$ 1.213,00, e o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de Jaru é 0,693, considerado médio.

O cenário agrava a percepção de injustiça social quando se revelam casos de má gestão de recursos públicos, como o apontado na ação contra ex-prefeitos. Projetos habitacionais populares são, historicamente, uma das maiores necessidades da população de baixa renda, o que reforça a gravidade das irregularidades investigadas. Avanço no combate à impunidade A decisão judicial representa um marco no esforço das instituições públicas em responsabilizar gestores que cometeram atos lesivos ao patrimônio coletivo.

A penhora dos veículos visa assegurar o pagamento de indenizações e demonstrar que mesmo ex-agentes políticos podem ser responsabilizados judicialmente, ainda que anos após deixarem o cargo.

O caso também expõe a importância da fiscalização e da transparência na execução de políticas públicas em municípios do interior, onde muitas vezes há menor escrutínio da sociedade civil e dos órgãos de controle. Da Redação do site O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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