
Um levantamento aéreo feito com drone identificou apenas nove vagas livres para carros em um trecho de aproximadamente 350 metros da Avenida Porto Velho, na região central de Cacoal. A contagem foi realizada às 8h de uma terça-feira e mostra a disputa por estacionamento em uma das áreas de maior circulação da cidade. A reportagem é de Matheus Afonso da TV Suruí Cacoal, canal 15.1.
Durante o voo, a equipe registrou veículos manobrando para ocupar vagas e quadras com poucos espaços disponíveis. Na última quadra observada, o fluxo de carros era mais intenso, e as vagas só apareceram perto do fim do trecho.
O levantamento se concentrou nessa extensão da avenida e retrata as condições encontradas naquele horário. A população de Cacoal era de 86.887 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE.
Dados do Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran-RO) citados no levantamento apontam que o município tem cerca de 88 mil veículos registrados. O departamento disponibiliza relatórios periódicos da frota por município.
Concentração de serviços pressiona as vagas

A concentração de empresas e órgãos públicos em determinadas áreas é apontada por especialistas em trânsito como um fator que amplia a procura por estacionamento. Esses locais são chamados de polos geradores de tráfego, pois atraem trabalhadores, clientes e usuários que muitas vezes chegam em veículos particulares.
Entre os exemplos mencionados está a região da Escola José de Almeida, onde ficam também a Prefeitura, uma empresa, o cartório eleitoral e os Correios. Segundo a explicação apresentada pela equipe de trânsito, somente a empresa Anga reúne mais de 93 funcionários que utilizam motocicletas.

Na área, foi feita uma regulamentação do estacionamento para organizar a parada de motocicletas e veículos. A medida, segundo o relato, busca acomodar melhor os veículos e contribuir para a fluidez de carros, motos e bicicletas.
O levantamento na Avenida Porto Velho evidencia o desafio de encontrar vagas no Centro, mas não representa uma contagem de toda a região nem de outros horários. A concentração de serviços e o uso frequente de veículos particulares ajudam a explicar a pressão sobre os espaços disponíveis.
Nelson Salles da Redação
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