
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (15) o fim do imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista em 2017. O petista disse que a intenção da medida é “asfixiar” e desmobilizar as centrais sindicais.
Lula recebeu 36 entidades de classe trabalhadora no Palácio do Planalto para discutir reivindicações, como o fim da escala 6x1.
“Tem muita gente que pensa que o movimento sindical morreu e por isso acabaram com o imposto sindical. Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles”, afirmou.
O presidente apontou que os empresários “não foram asfixiados” pela reforma. “Eles trataram o sindicato assim, ‘vamos asfixiá-los, deixá-los sem dinheiro, porque sem dinheiro eles não conseguem se organizar’. Mas os empresários não foram asfixiados, porque eles têm o Sistema S. Eles continuam fazendo o que sempre fizeram”, disse.
Lula afirmou que ninguém deve ser obrigado a contribuir, mas os trabalhadores que não pagam o imposto "não têm direito às conquistas" dos sindicatos. Em 2017, o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) acabou com o imposto sindical obrigatório.
Com a reforma trabalhista em vigor, a contribuição passou a ser opcional. O valor do desconto é equivalente à remuneração de um dia de trabalho por ano, sem considerar horas extras.
Por Camila Abrão