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Lula se posiciona contra o fim do imposto sindical

Presidente aponta impactos da mudança nas finanças dos sindicatos e na organização dos trabalhadores.

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Lula afirma que sindicatos foram “asfixiados” pelo fim do imposto sindical, enquanto empresários mantiveram recursos por meio do Sistema S. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta quarta-feira (15) o fim do imposto sindical, extinto pela reforma trabalhista em 2017. O petista disse que a intenção da medida é “asfixiar” e desmobilizar as centrais sindicais.

Lula recebeu 36 entidades de classe trabalhadora no Palácio do Planalto para discutir reivindicações, como o fim da escala 6x1.

“Tem muita gente que pensa que o movimento sindical morreu e por isso acabaram com o imposto sindical. Eles fizeram com vocês o que nós queremos fazer com o crime organizado. Se a gente quer acabar com o crime organizado, temos que asfixiar a economia deles”, afirmou.

O presidente apontou que os empresários “não foram asfixiados” pela reforma. “Eles trataram o sindicato assim, ‘vamos asfixiá-los, deixá-los sem dinheiro, porque sem dinheiro eles não conseguem se organizar’. Mas os empresários não foram asfixiados, porque eles têm o Sistema S. Eles continuam fazendo o que sempre fizeram”, disse.

Lula afirmou que ninguém deve ser obrigado a contribuir, mas os trabalhadores que não pagam o imposto "não têm direito às conquistas" dos sindicatos. Em 2017, o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) acabou com o imposto sindical obrigatório.

Com a reforma trabalhista em vigor, a contribuição passou a ser opcional. O valor do desconto é equivalente à remuneração de um dia de trabalho por ano, sem considerar horas extras.

Por Camila Abrão



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