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Maiores partidos focarão verbas e propaganda nas eleições de 2026

Levantamento do Metrópoles aponta que as siglas devem reunir cerca de R$ 1,5 bilhão e 30% dos blocos de propaganda gratuita.

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Maiores partidos focarão verbas e propaganda nas eleições de 2026

O PL e o PT devem ter as maiores fatias do fundo público de financiamento de campanha e de tempo de propaganda gratuita em rádio e televisão nas eleições de 2026.

Levantamento do Metrópoles aponta que a sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro deve ter à disposição cerca de R$ 882 milhões para custear candidaturas pelo país. O partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, provável candidato à reeleição, deve reunir cerca de R$ 618 milhões.

Para este ano, os partidos terão à disposição mais de R$ 4,9 bilhões em recursos públicos do fundo eleitoral para bancar campanhas. A distribuição leva em conta o desempenho das siglas nas eleições de 2022 — na prática, o valor é maior para quem elege mais deputados e senadores.

União Brasil, PSD e PP também devem receber os maiores valores da distribuição do fundo eleitoral. Ao todo, as três siglas do Centrão devem reunir mais de R$ 1,3 bilhão neste ano.

Os partidos sem parlamentares eleitos também terão direito a uma cota do “fundão”. Estreante em 2026, o Missão, partido criado por integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), deve receber cerca de R$ 3,3 milhões.

Os valores finais da divisão devem ser conhecidos apenas em junho deste ano, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgará a fatia de cada legenda. Até lá, partidos também poderão informar se desejam abrir mão dos recursos públicos — nesse caso, pelas regras do TSE, o dinheiro não poderá ser redistribuído.

Ranking do “fundão”

  • PL : R$ 882,6 milhões
  • PT: R$ 618,3 milhões
  • União Brasil: R$ 528 milhões
  • PSD: R$ 432,2 milhões
  • PP: R$ 415,8 milhões
  • MDB: R$ 408,3 milhões
  • Republicanos: R$ 333,8 milhões
  • Podemos: R$ 249,4 milhões
  • PDT: R$ 166,4 milhões
  • PSDB: R$ 153,4 milhões
  • PSB: R$ 149 milhões
  • PSOL: R$ 125,3 milhões
  • Solidariedade: R$ 85 milhões
  • PRD: R$ 73,7 milhões
  • Avante: R$ 70,9 milhões
  • Cidadania: R$ 61,5 milhões
  • PCdoB: R$ 54,3 milhões
  • PV: R$ 46,4 milhões
  • Novo: R$ 38,9 milhões
  • Rede: R$ 34,3 milhões
  • Agir: R$ 3,3 milhões
  • Mobiliza: R$ 3,3 milhões
  • PSTU: R$ 3,3 milhões
  • PCB: R$ 3,3 milhões
  • PRTB: R$ 3,3 milhões
  • Democracia Cristã: R$ 3,3 milhões
  • PCO: R$ 3,3 milhões
  • O Democrata: R$ 3,3 milhões
  • Unidade Popular: R$ 3,3 milhões
  • Missão: R$ 3,3 milhões

No caso da distribuição de tempo para propaganda no rádio e na televisão, a Constituição estabelece que apenas terão acesso os partidos que superaram a cláusula de barreira — mecanismo que obriga a eleição de um número mínimo de deputados e de votos válidos para a Câmara.

Dezenove legendas devem ter acesso à divisão de tempo neste ano. Algumas devem ter direito à distribuição por terem somado resultados por meio de uma federação partidária. Pela legislação, os partidos devem renovar ou formar novas federações até abril deste ano.

Segundo levantamento do Metrópoles, para as disputas ao Palácio do Planalto, o PT e o PL também devem liderar a divisão de tempo no horário gratuito de propaganda no rádio e na televisão.

A cada bloco de 12 minutos e 30 segundos, a sigla que ensaia lançar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República deve ter direito a cerca de 2 minutos e 12 segundos. Logo atrás, o PT deve receber 1 minuto e 35 segundos. Juntos, os partidos devem ter cerca de 30% em cada grupo de propaganda.

As propagandas gratuitas de rádio e televisão para candidatos a presidente da República serão exibidas em três dias da semana (terças, quintas e sábados). Por dia, serão 25 minutos em cada meio de comunicação.

Tempo de TV e rádio

(por bloco de 12 minutos e 30 segundos)

  • PL: 2 minutos e 12 segundos
  • PT: 1 minuto e 35 segundos
  • União Brasil: 1 minuto e 21 segundos
  • PP: 1 minuto e 6 segundos
  • MDB: 1 minuto
  • PSD: 1 minuto
  • Republicanos: 56 segundos
  • Podemos: 30 segundos
  • PDT: 25 segundos
  • PSB: 24 segundos
  • PSDB: 21 segundos
  • PSOL: 21 segundos
  • PCdoB: 13 segundos
  • Avante: 13 segundos
  • Solidariedade: 13 segundos
  • PV: 12 segundos
  • Cidadania: 11 segundos
  • PRD: 11 segundos
  • Rede: 7 segundos

A distribuição final do tempo pode variar de acordo com as coligações formadas para as candidaturas ao Planalto. Também pode variar se partidos da lista não registrarem candidatos a presidente, o que levaria a uma redistribuição do tempo. Federações também podem influenciar no cálculo. Por exemplo, se a federação PT-PCdoB-PV for renovada, Lula passaria a ter cerca de 1 minuto e 53 segundos por bloco de propaganda.

O Tribunal Superior Eleitoral deve divulgar a divisão partidária em agosto, alguns dias depois do encerramento do registro de candidaturas. No primeiro turno das eleições de 2026, a propaganda gratuita ocorrerá entre 28 de agosto e 1º de outubro.

Por Kevin Lima