A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, defendeu a urgência de políticas públicas baseadas em educação ambiental durante a abertura do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa (CPLP), nesta terça-feira (22), em Manaus.
Para ela, a formação cidadã precisa acompanhar o ritmo das mudanças climáticas.
“Educação ambiental é persistência e insistência. E é essa insistência que a natureza nos ensina e que deve chegar às políticas públicas”, afirmou Marina.
Ela também destacou a necessidade de agir no presente: “O futuro é só um pretexto para fazermos as mudanças agora”.
O evento reúne mais de 1,6 mil participantes de dez países, entre representantes de governos, universidades, movimentos sociais, ONGs e comunidades tradicionais.
O congresso, que segue até sexta-feira (25), integra a agenda preparatória para a COP30, que acontecerá em Belém (PA), em novembro. Marina Silva em Manaus A ministra classificou a crise climática como “o armagedon ambiental” e cobrou ações efetivas para proteger e restaurar a natureza, depois de décadas de adiamentos.
A secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais, Rita Mesquita, também participou da abertura e reforçou o papel da educação como ferramenta de transformação.
“Encantar, despertar a curiosidade e a responsabilidade das pessoas com a natureza é essencial”, disse. O congresso acontece pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério da Educação (MEC), Rede Lusófona de Educação Ambiental (Redeluso) e Governo do Amazonas.
Desde a primeira edição, em 2007, o evento já passou por países como Portugal, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique. Por Mayana Ramos