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Mastologista atua na prevenção de doenças mamárias

O profissional também realiza cirurgias em casos de doenças benignas e atende homens com ginecomastia.

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Mastologista atua na prevenção de doenças mamárias
A mastologia é a área da medicina dedicada ao cuidado integral das mamas. (Arquivo pessoal/Dra. Giovanna Gabriele)

Quem cuida de toda a parte de prevenção, diagnóstico precoce, investigação de alterações benignas e acompanhamento ao longo das diferentes fases do câncer de mama na vida da mulher, é o mastologista.

A Dra. Roberta Miziara, mastologista do Hospital Moriah, explica que a mastologia é a área da medicina que realiza o cuidado integral das mamas: “O câncer é apenas uma parte do cuidado mastológico, embora seja a mais conhecida”.

E o dia 5 de fevereiro marca o papel essencial que esse profissional tem na vida das pessoas que se deparam com o tumor que mais atinge mulheres no Brasil e no mundo.

Segundo a doutora, assim que for percebida qualquer queixa mamária ou alteração nos exames, principalmente quando se tem um histórico familiar, é necessário começar imediatamente o acompanhamento.

Foi o que fez Mariana, paciente e fundadora da Comunidade Anjo Rosa. Mari Anjo Rosa, como é conhecida nas redes sociais, percebeu o nódulo durante o autoexame de suas mamas. “Eu tinha 35 anos e vivia o que eu considerava o auge da minha vida. Eu me sentia super saudável, feliz, jamais imaginava que isso poderia acontecer comigo[...]. Foi um misto de descrença com um senso de urgência. Eu precisava correr atrás de um médico imediatamente”, conta ela.

Após procurar sua ginecologista, e assim que saiu o resultado da mamografia, o mastologista já entrou no seu processo patológico. Ela conta que receber o diagnóstico foi desesperador, mas como já era fisioterapeuta especializada em câncer de mama, a doença já fazia parte do seu cotidiano, assim como a mastologia.

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Mulheres devem procurar um mastologista ao terem qualquer sintoma, diz especialista. (Arquivo pessoal/Dra. Giovanna Gabriele)

A comunicadora ressalta ainda que só quando esteve do outro lado da história percebeu como era indispensável o acompanhamento desse profissional: “Me senti muito mais segura. Ter um especialista em mama ali, mostrando os caminhos, explicando os próximos passos, me deu direção”.

No entanto, essa rapidez não é a realidade da maioria das pacientes. Segundo a Dra. Giovanna Gabriele, mastologista da Comissão de Genética e Alto Risco da Sociedade Brasileira de Mastologia, procurar primeiro por um ginecologista pode retardar o diagnóstico e o início do tratamento.

Dra. Giovanna afirma que o mastologista é capaz de reconhecer alterações iniciais, muitas vezes ainda sem sintomas. Isso aumenta as chances de um diagnóstico precoce do câncer de mama, que é exatamente o que vai permitir que o tratamento seja menos agressivo e tenha maior possibilidade de cura.

Ela recomenda que toda mulher seja consultada aos 25 anos para uma avaliação de cálculo de risco: “Orientamos sobre fatores de risco, mudanças de estilo de vida e, em alguns casos, medidas preventivas específicas”.

A médica, que também atua nos hospitais Sírio-Libanês, 9 de Julho e São Camilo Pompeia, conscientiza que, além das pacientes, atende homens em doenças benignas, como a ginecomastia, e no tratamento cirúrgico do câncer de mama. “Sim, gente! Câncer de mama em homem é raro, mas existe! Qualquer carocinho na mama de um homem merece atenção especial!”, adverte a médica.

Do R7, com RECORD NEWS e Ana Júlia Pontes