
A médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira, 2 de novembro de 2026, enquanto estava acompanhada de amigos em um bar no município de Brasiléia, no interior do Acre. O crime foi registrado por câmeras de segurança e está sendo investigado pela Polícia Civil, que trabalha com a hipótese de feminicídio.
Segundo as informações divulgadas, a médica estava sentada na calçada do estabelecimento quando um homem usando capacete se aproximou armado e efetuou pelo menos dois disparos contra ela. A vítima foi atingida pelas costas, caiu da cadeira e não resistiu aos ferimentos. Um dos tiros teria atingido a região da cabeça.
O assassinato aconteceu diante de outras pessoas que estavam no local, incluindo uma criança. Após os disparos, o criminoso fugiu. Equipes da Polícia Militar realizaram buscas na região, mas não conseguiram localizá-lo.
Vítima tinha medida protetiva e teria acionado botão do pânico
Um dos pontos que chamam a atenção das autoridades é o histórico de ameaças enfrentado pela médica.
De acordo com informações atribuídas à Polícia Civil do Acre, Elyne possuía uma medida protetiva de urgência e já havia registrado ocorrências envolvendo ameaças e descumprimento da determinação judicial.
Pouco antes de ser assassinada, a profissional teria acionado o botão do pânico de um aplicativo de proteção destinado a mulheres em situação de risco.
Conforme as informações divulgadas pela corporação, não houve tempo hábil para impedir o ataque.
Polícia investiga possível crime encomendado

A Polícia Civil confirmou nesta terça-feira, 3 de novembro, que o homem apontado como autor dos disparos já foi identificado e está sendo procurado.
Além da identificação do executor, os investigadores trabalham para esclarecer se houve planejamento do assassinato e eventual participação de outras pessoas.
Uma das hipóteses investigadas é a de que o crime tenha sido encomendado pelo ex-companheiro da vítima. Até o momento das informações divulgadas, não havia conclusão sobre qualquer participação dele no assassinato.
O Ministério Público do Acre acompanha as investigações e mantém contato com a autoridade policial responsável pelo caso.
Médica trabalhava na rede pública de saúde
Elyne de Assis Nogueira era servidora da Prefeitura de Brasiléia e exercia suas atividades profissionais na Unidade de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva.
A morte da médica provocou manifestações de pesar da administração municipal e do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC).
A governadora do Acre, Mailza Assis, também lamentou o assassinato e defendeu uma investigação rigorosa para esclarecer as circunstâncias do crime.
A Polícia Civil continua realizando diligências para identificar todos os possíveis envolvidos, estabelecer a motivação e responsabilizar criminalmente os autores.
O caso chama a atenção para a gravidade da violência contra a mulher, especialmente quando existem registros anteriores de ameaças e medidas judiciais de proteção.
Nelson Salles da Redação
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