MENU

Mentes em jogo: O xadrez como ponte de inclusão no Colégio Carlos Gomes

Compartilhar:
Mentes em jogo: O xadrez como ponte de inclusão no Colégio Carlos Gomes

O xadrez é mais que um jogo; é uma ginástica mental. Um esporte onde o campo de batalha é o tabuleiro de 64 casas e as armas são o raciocínio lógico, a atenção concentrada e o planejamento estratégico, levando o pensamento humano ao seu limite máximo. No Colégio Carlos Gomes, essa disciplina cognitiva se transformou em uma poderosa ferramenta de inclusão.

Nesta semana, 42 alunos atípicos, sentaram-se frente a frente em uma disputa acirrada que transcendeu as barreiras do desempenho tradicional. O evento celebrou a capacidade de todos em participar e competir.

Para a professora Rute Tonini, o torneio carrega um significado duplo e profundo. Além de ser educadora do Colégio Carlos Gomes, ela é mãe de uma criança atípica, o que confere uma emoção especial ao projeto. Sua voz expressa uma alegria contagiante: "É lindo, né! Como mãe, eu sinto minha filha incluída, né? Com toda dificuldade que minha filha tem, porque ela é uma PCD cadeirante não verbal, e ela consegue jogar." Essa conquista pessoal reflete o sucesso do projeto em sua totalidade. Rute complementa seu sentimento profissional: "Como professora, eu me sinto realizada com esse projeto lindo." A iniciativa prova que o xadrez, em sua essência, é acessível a todos que desejam desafiar suas mentes, independentemente das limitações físicas ou de comunicação.

É natural que um torneio com características tão singulares exija um olhar diferenciado sobre as rígidas regras do xadrez oficial. Rogério Küster, árbitro oficial do evento, explicou como o ambiente é adaptado para garantir uma experiência positiva e justa a todos os participantes. "A principal diferença é que a gente dá uma amenizada nas regras, temos as regras do jogo de uma forma mais branda, porque eles precisam, às vezes, um pouco mais de tempo." Apesar da flexibilidade em aspectos como o tempo de jogada, o árbitro ressaltou o alto nível e a seriedade de muitos competidores atípicos. "Porém, tem muito desses que estão aqui que competem em torneios com adultos!"

Essa observação de Küster atesta a eficácia do xadrez como esporte cognitivo universal. Ele não apenas estimula habilidades mentais cruciais como a concentração e a paciência, mas também oferece um espaço onde o talento e a estratégia de cada indivíduo podem brilhar, reforçando o poder da inclusão por meio do esporte. O Colégio Carlos Gomes demonstra que, no tabuleiro da vida e no do xadrez, todos merecem uma chance de fazer um xeque-mate. Da Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!