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Mentira Viral: a epidemia silenciosa que pode estar ameaçando Cacoal!

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Mentira Viral: a epidemia silenciosa que pode estar ameaçando Cacoal!

Nas ruas virtuais de Cacoal — e de todo o Brasil — a desinformação avança a passos largos, incentivada por uma falha de responsabilização nas plataformas digitais. Em Rondônia, 94% da população acessa redes sociais, terreno fértil para inverídicos que se replicam em instantes. Não são boatos inocentes: uma página com mais de 10 mil seguidores, postou na noite desta quinta-feira, 3 de julho, que o criador e administrador, teria sido alvo de tentativa de homicídio numa das principais avenidas do centro de Cacoal. A ação, que até agora não teve confirmação, mas teve repercussão gigantesca na madrugada. Há ainda, denúncias de que o post teria a finalidade de manter seus algoritmos buscando por seguidores e curtidas. A redação do site O Minuto Notícia – Informação é Poder, não conseguiu contato com o administrador da página. Até a publicação desta matéria, não havia sido possível falar com ninguém ligado a administração e ao conteúdo da página no Instagram. Números nacionais De acordo com uma pesquisa nacional de junho de 2024, 72% dos usuários brasileiros acreditam já ter acessado alguma notícia claramente suspeita, que consideram “fake news”. A informação é do Brasil 61, um dos sites mais acessados naquele ano.

Embora não existam dados quantitativos precisos apenas para Rondônia, sabemos que essas percentagens refletem diretamente nosso contexto local, com notícias falsas sendo monitoradas pela Secretaria de Comunicação desde 2020. É hora de levantar uma bandeira. Basta de clickbaits que têm potencial de arruinar reputações, inflamar o medo, enfraquecer a democracia.

Quem não se recorda das eleições de 2018, quando o Brasil já identificava 12 milhões de disseminadores ativos de fake news políticas e não há dúvida: as mesmas engrenagens foram acionadas durante a pandemia e seguem operando com sofisticação.

Em Rondônia, vários veículos têm se desgastado diariamente para desmentir boatos — um trabalho essencial, mas exaustivo frente à velocidade das mentiras. O resultado? Um ciclo vicioso: medo gera cliques, cliques alimentam algoritmos, algoritmos expõem e amplificam ainda mais medo. O país já avançou — há legislação eleitoral específica (Código Eleitoral, Lei 9.504/97) e a tramitação do PL 2630/2020, que impõe penas e multa às plataformas ( pt.wikipedia.org ). Apesar disso, 81% dos brasileiros consideram que as próprias redes devem ser responsabilizadas pela disseminação das fake news ( brasil61.com ). Ou seja: o grito por ação não é isolado. Este é o nosso grito: • Cobrar transparência imediata dos algoritmos que amplificam mentiras; • Exigir identificação real de quem transmite conteúdo tóxico; • Impunir plataformas que permitirem boatos sobre atentados, mortes e crimes a circular sem checagem — com as pessoas como consequência.

Porque, em Cacoal, e em cada município de Rondônia, o que está em jogo não são apenas manchetes vazias: é a segurança, a verdade, a confiança de uma comunidade. A rede que liga as pessoas não pode continuar sendo usada como armadilha. A hora de agir é agora — antes que a próxima mentira viralize, sem volta. Leia Mais O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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