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Milho tem queda nos preços diante de projeção de maior produção no país

Compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações

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Início da colheita do milho ainda está concentrada em poucos Estados brasileiros — Foto: Wenderson Araújo/CNA

Apesar de o início da colheita ainda estar concentrada em poucos Estados brasileiros, a projeção de aumento da oferta nas próximas semanas tem pressionado os valores do milho na maior parte das regiões produtoras, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na sexta-feira (12/6), o indicador do milho do Cepea, baseado na região de Campinas (SP), registrou a cotação de R$ 64,21 a saca de 60 quilos, uma queda acumulada de 1,08% desde o início de junho.

Segundo o Cepea, compradores, atentos à possível safra volumosa, têm limitado o volume de negociações, à espera de desvalorizações mais expressivas nas próximas semanas. Vendedores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações, reduzindo as pedidas e/ou ajustando a data de entrega ou de pagamento, com o intuito de escoar o cereal neste início de colheita.

A retração de consumidores, inclusive, foi reforçada pelas últimas estimativas divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), apontando aumentos na produção brasileira em 2025/26 e na oferta mundial 2026/27. No Brasil, de acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento é reflexo da melhora na produção da safra verão, enquanto em termos mundiais, países como a Índia terão aumento na safra, cenário que também elevou os estoques mundiais do cereal.

Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre


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