O diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, afirmou que, mesmo em um cenário de aumento das compras de soja pela China junto aos Estados Unidos, o Brasil não deve perder o espaço já conquistado no mercado. Segundo ele, é muito difícil que o produto brasileiro seja substituído, em razão de sua elevada competitividade.
“O produto brasileiro é muito competitivo, a gente exporta mais da metade do mercado mundial da soja, e mesmo que o Brasil perca algum espaço na China, essa soja vai ser colocada em outros mercados que consomem o produto”, disse.
Brandão afirmou ainda que o Brasil registrou recorde no volume de exportação de carne em 2025. Questionado sobre eventuais negociações com a China a respeito da imposição de uma tarifa adicional sobre a carne bovina brasileira, ele evitou comentar o tema, mas ressaltou que qualquer barreira tarifária tem impacto sobre o comércio.
O Ministério do Comércio da China confirmou no dia 31 de dezembro de 2025 a imposição de medidas de salvaguarda sobre a carne bovina importada, incluindo uma tarifa adicional de 55% que incidirá quando os volumes ultrapassarem cotas previamente estabelecidas. A medida entrou em vigor no dia 1º.
Por Giordanna Neves — Brasília