MENU

Ministro do STF questiona possível monitoramento interno

Ministro questiona se medida no inquérito das Fake News extrapolou limites e fala em possível “grampeamento” de colegas.

Compartilhar:
Ministro do STF questiona possível monitoramento interno

A determinação do ministro Alexandre de Moraes para investigar acessos indevidos a dados fiscais de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares provocou forte reação dentro da Corte. A medida, revelada nesta quinta-feira (19) pelo colunista Igor Gadelha, do site Metrópoles, aprofundou a tensão que já vinha se formando entre magistrados.

A ordem estabeleceu que a Receita Federal realizasse o rastreamento de consultas feitas às informações fiscais de ministros e parentes, após surgirem indícios de que esses dados teriam sido acessados sem autorização. O objetivo é identificar os responsáveis pelos vazamentos e eventuais beneficiários das informações.

Reação interna e críticas à condução

Sob condição de anonimato, um integrante da Suprema Corte criticou o fato de a diligência ter sido adotada sem aviso prévio aos demais ministros. Ele também questionou a circunstância de a iniciativa ter sido inserida no âmbito do Inquérito das Fake News, que tramita sob sigilo.

– Alguns colegas com quem falei não foram avisados dessa diligência ilícita! Não creio que ninguém tenha receio, mas essa diligência no bojo do inquérito das fake news é um absurdo! O que ele [Moraes] quer com isso? Só falta ele estar grampeando os ministros do STF – declarou.

Entre os críticos, há ainda a avaliação de que a iniciativa deveria ter partido do presidente da Corte, Edson Fachin, e não de um ministro individualmente.

Defesa da medida

Aliados de Moraes, por outro lado, sustentam que a providência é legítima e necessária diante das suspeitas de acessos irregulares às informações fiscais,

Um magistrado próximo ao ministro afirmou que a intenção é responsabilizar os envolvidos na crise que atinge o tribunal.

– Ele vai para cima de quem organizou esta pancadaria no STF. Banqueiros, imprensa, Executivo – disse.

A divergência interna revela um ambiente de desconfiança entre integrantes da Corte e amplia o debate sobre os limites de atuação individual de ministros em investigações sensíveis.

(CONTRAFATOS)

Da Redação Tribuna Popular