O desaparecimento de João Batista de Sousa, 62 anos, morador de Ouro Preto do Oeste (RO), intriga familiares e autoridades. Ele saiu de casa na manhã de quarta-feira, 6 de agosto, por volta das 9h38, vestindo calça e bermuda, e levando apenas duas bermudas, uma calça, um par de chinelos, uma bolsa e documentos pessoais. Não levou o celular, deixou o carro na garagem e não comunicou à esposa sobre a viagem. Segundo a filha, João Batista mudou de comportamento após a morte de um filho, há quatro anos, vítima de uma doença degenerativa que afetou o sistema nervoso central. “Meu pai nunca mais foi o mesmo. Ele vivia numa tristeza profunda, dia após dia”, relatou. Inicialmente, ele teria informado a um conhecido na rodoviária que iria para Ji-Paraná, mas apurações mostraram que comprou passagem com destino final a Cuiabá (MT), com uma parada em Vilhena, onde chegou às 18h e seguiu viagem às 21h. Um conhecido que o encontrou na rodoviária de Vilhena (RO) disse ter sugerido que ele ficasse na cidade, mas João insistiu em seguir para Cuiabá, onde, segundo a família, não conhece ninguém. O delegado Niki Locatelli, da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ouro Preto do Oeste, confirmou que João Batista chegou à capital mato-grossense e ressaltou que, por ser maior de idade e capaz, não pode ser obrigado a retornar. A família foi orientada a acionar o CRAS para tentar localizá-lo com apoio de órgãos de acolhimento. As razões para a partida repentina permanecem um mistério para a esposa e a filha, que seguem sem entender o que motivou o pedreiro a deixar a vida pacata em Ouro Preto e ir para uma metrópole com quase 1 milhão de habitantes. Da Redação O Minuto Notícia - Informação é Poder!