A morte do agricultor aposentado Alzery Geraldo de Souza, de 69 anos, ocorrida após a realização de exames médicos em uma clínica particular no município de Cerejeiras (RO), no sul do estado, passou a ser investigada pelas autoridades após denúncia apresentada pela família. As informações são do site Folha do Sul Online.
Segundo informações repassadas pelos familiares, Alzery realizou exames de rotina de colonoscopia e endoscopia, procedimentos considerados comuns na medicina preventiva. Entretanto, horas depois da realização dos exames, ele teria começado a apresentar fortes dores abdominais, situação que rapidamente evoluiu para um quadro grave.
De acordo com os relatos da família, a intensidade da dor era tamanha que o agricultor precisou de ajuda da pessoa que o acompanhava para conseguir se vestir antes de deixar a clínica. Já em casa, os familiares tentaram aliviar o desconforto com massagens na região abdominal, mas o quadro continuava se agravando.
Ainda conforme a denúncia, mesmo diante das queixas de dor intensa, o médico responsável teria prescrito apenas um medicamento para dor e liberado o paciente.
Com o agravamento do quadro clínico, Alzery foi levado ao hospital de Cerejeiras, sendo posteriormente transferido para uma unidade hospitalar em Vilhena (RO), onde passou por exames de tomografia. O exame indicou perfuração no intestino, condição considerada grave e que exigiu cirurgia de emergência.
Após o procedimento cirúrgico, o agricultor entrou em coma e permaneceu internado por dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu e morreu dez dias depois, no dia 30 de setembro.
Caso semelhante acende alerta
O episódio ganhou ainda mais repercussão após familiares apontarem que os exames realizados por Alzery teriam sido feitos na mesma clínica e pelo mesmo médico citado em outro caso recente.
No final de fevereiro, o paciente Thyago da Silva Severino, de 34 anos, também morreu após realizar uma colonoscopia na mesma unidade de saúde, em um caso no qual foi constatada perfuração intestinal.
Diante da coincidência entre os episódios, a família de Alzery decidiu registrar boletim de ocorrência, solicitando que as autoridades apurem se houve falha médica ou negligência durante os procedimentos.
A Polícia Civil informou que o caso foi formalmente registrado e deverá passar por investigação para esclarecer as circunstâncias do atendimento e as possíveis responsabilidades.
Descrito por amigos e familiares como um homem brincalhão, solidário e muito querido, Alzery era considerado o pilar da família. Casado, ele deixa três filhos — dois homens e uma mulher —, além de duas noras, um genro e cinco netos.
Evangélico e conhecido pela disposição em ajudar as pessoas ao seu redor, ele também auxiliava no cuidado com os sogros, segundo relatos da família.
O velório reuniu cerca de 500 pessoas, entre amigos, vizinhos e familiares, que foram prestar as últimas homenagens ao agricultor, cuja morte causou grande comoção na comunidade local.
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