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Mortes por metanol: saiba como suspeitar de uma bebida adulterada e o que fazer

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Mortes por metanol: saiba como suspeitar de uma bebida adulterada e o que fazer

Uma empresária está internada na unidade de terapia intensiva de um hospital de São Paulo, após de perder a visão devido à intoxicação por metanol em uma bebida alcoólica.

Segundo a família, Radharani Dosi Domingos, de 44 anos, começou a passar mal logo depois de ter ido a um bar comemorar o aniversário de uma amiga. Ela teria tomado três batidas de frutas à base de vodka no local. O consumo de bebidas adulteradas por metanol já casou três mortes no estado de São Paulo.

Rafael Lanaro, presidente da Sociedade Brasileira de Toxicologia e farmacêutico do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), explica que, por possuir características semelhantes ao etanol, o metanol pode ser desapercebido por quem o consome, principalmente por possuir boa solubilização em bebidas, como drinks e sucos — aumentando o risco de contaminação.

Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (29), o especialista afirma que, apesar de uma maior dificuldade de reconhecer a presença da substância no momento do consumo, é possível reconhecer os sintomas mais comuns relacionados a esse tipo de álcool.

Ele destaca que os sinais iniciais são como os de uma intoxicação alcoólica, progredindo ao passo em que o organismo começa a processar o metanol em ácido fórmico. É nesse momento que surgem os efeitos mais graves, como alterações na visão, dor abdominal, fraqueza e insuficiência respiratória.

Em caso de suspeitas de intoxicação pela substância, o especialista é enfático ao afirmar que a regra “quanto mais rápido, melhor” é essencial para buscar ajuda.

Já nas primeiras horas que o paciente sinta alterações, o pronto atendimento deve ser buscado, onde serão realizados exames laboratoriais e, em caso de confirmação, a equipe médica inicia imediatamente o tratamento medicamentoso.