A dinâmica da tragédia registrada na BR-364, segue cercada de perguntas que pedem respostas objetivas — e rápidas. O motorista da carreta apontada como envolvida na ocorrência que terminou com duas mortes afirmou à Polícia Civil que sofreu um mal súbito enquanto dirigia e que apenas acordou após a colisão.
O depoimento foi prestado na cidade de Pimenta Bueno (RO). A tragédia ocorreu na manhã do dia 10 de fevereiro, em um trecho da rodovia federal que frequentemente registra acidentes, segundo as autoridades e imprensa local.
Informações iniciais que circularam logo após o acidente, indicavam que o caminhoneiro teria deixado o local. A narrativa, no entanto, foi revista após a oitiva formal. O condutor negou qualquer fuga, mas teria relatado ter sentido medo de algumas pessoas no local.
As vítimas fatais eram moradores de Cacoal (RO) e Rolim de Moura (RO). Elas ocupavam uma motoneta Honda Biz atingida depois que a carreta invadiu a pista contrária e seguiam para o trabalho na concessionária Nova 364, que tem um ponto de atendimento na região.
Em sua versão, o motorista relatou que seguia de Cerejeiras (RO) com destino a Porto Velho (RO). Aos 25 anos, declarou ainda residir em Jaru (RO). Questionado sobre a manobra que resultou na colisão frontal, respondeu que perdeu os sentidos antes do impacto e despertou apenas com o cenário já consumado — um despertar duro, definitivo e impossível de ser revertido para quem ficou pelo caminho.
A Polícia Civil dará continuidade às investigações para esclarecer as circunstâncias do alegado mal súbito, bem como todos os demais elementos que envolvem o acidente. Até lá, a rodovia segue, o tráfego continua e a conta da imprudência — ou do infortúnio — permanece em aberto.
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