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Mulher procura hospital e denuncia agressões do marido no distrito de Riozinho

Vítima relatou socos, sufocamento e ameaças; médico informou que avaliação inicial não permitiu confirmar lesões recentes

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Mulher afirmou que tem várias sequelas

Uma ocorrência de possível violência doméstica foi registrada pela Polícia Militar após uma mulher procurar atendimento no Hospital Municipal de Cacoal (RO) e relatar que teria sido agredida pelo próprio marido.

Conforme o boletim de ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada pela Central de Operações e se deslocou até a unidade hospitalar, onde a vítima permanecia sob cuidados médicos, recebendo atendimento e medicação.

A mulher informou aos policiais que havia ido até a residência do marido, no distrito de Riozinho, com a intenção de buscar o filho. Segundo o relato apresentado por ela, ao chegar ao imóvel, teria encontrado o homem fazendo uso de uma substância entorpecente em um objeto improvisado.

Ainda conforme a declaração da vítima, o marido teria se exaltado ao perceber sua presença e iniciado as agressões. Ela afirmou ter sido atingida por socos no rosto, ter a cabeça pressionada contra uma parede e o pescoço apertado pelas mãos do suspeito.

A mulher relatou que conseguiu se desvencilhar, deixou o local em uma motocicleta e seguiu até Cacoal, onde procurou atendimento médico. A Polícia Militar foi comunicada após a entrada da paciente no hospital.

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais registraram que a vítima apresentou dificuldades para organizar e recordar alguns acontecimentos relacionados ao episódio denunciado e a situações anteriores.

Ela atribuiu os lapsos de memória a possíveis sequelas de dois acidentes de trânsito sofridos anteriormente, incluindo um registrado neste ano. Segundo a mulher, as ocorrências teriam provocado lesões na região da cabeça e dificuldades para recordar fatos passados.

A Polícia Militar ressaltou no boletim que essas informações foram apresentadas exclusivamente pela vítima e que não foi possível confirmar, naquele momento, a existência de diagnóstico médico relacionado às supostas sequelas neurológicas.

De acordo com o médico responsável pelo atendimento, a avaliação clínica inicial não permitiu constatar lesões recentes que confirmassem, naquele momento, os traumas físicos descritos pela paciente.

O profissional explicou que a análise teria sido prejudicada pela existência de alterações e lesões anteriores na região facial, supostamente decorrentes dos acidentes de trânsito mencionados pela própria mulher.

Por esse motivo, não teria sido possível determinar se eventuais marcas ou queixas apresentadas estavam relacionadas a um fato recente.

O médico também relatou à equipe policial a possibilidade de a paciente apresentar comprometimento de natureza psicológica, informação registrada no boletim como parte da avaliação realizada durante o atendimento hospitalar.



Nelson Salles

Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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