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Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado! E a Justiça, é no mínimo míope!

Nelson Salim Salles tem três décadas na imprensa de Rondônia. É apresentador de programas no rádio e na TV.

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Nas favelas, no senado, sujeira pra todo lado! E a Justiça, é no mínimo míope!

O Brasil encontra-se, mais uma vez, diante de um daqueles momentos em que a história parece condensar-se em dias. O julgamento de Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal não é apenas a aferição da responsabilidade individual de um ex-presidente, mas o espelho de uma sociedade inteira que se confronta com os limites de sua democracia e de suas instituições.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes de determinar monitoramento policial integral para evitar eventual fuga do réu não é capricho, mas a materialização de um receio: “o de que o processo judicial possa ser minado pela fuga ou pelo descrédito!”

É, em essência, o reconhecimento de que a crise política brasileira transcende o rito jurídico — ela toca na própria legitimidade do Estado. A Justiça brasileira não é cega. É no mínimo míope!

Enquanto isso, o governo Lula, em outra arena, cobra lealdade de sua base, ao mesmo tempo em que adota novos símbolos e discursos para tentar consolidar uma narrativa de proximidade com o povo.

A oposição, por sua vez, fragmentada, ora se fortalece em articulações pragmáticas, ora se perde em discursos performáticos.

O resultado é um sistema político que parece sempre dançar à beira da instabilidade, mais preocupado com a sobrevivência imediata do que com o futuro.

Não é apenas o Brasil, contudo, que dá sinais de esgotamento institucional. Editorialistas país a fora lembram que mesmo entre as grandes potências do Ocidente já não há democracias plenamente funcionais. O mal-estar é global, e não se restringe ao Planalto ou à Praça dos Três Poderes.

O desafio brasileiro, portanto, é duplo: atravessar suas próprias crises sem sucumbir à tentação da ruptura, e ao mesmo tempo resistir às marés globais de desencanto democrático .

O julgamento de Bolsonaro, nesse sentido, será menos o epílogo de uma liderança e mais um termômetro da capacidade nacional de preservar o que resta de estabilidade e de institucionalidade.

A lição é clara e, ao mesmo tempo, sóbria: não se trata apenas de punir ou absolver um homem, mas de demonstrar se ainda somos capazes de manter a República em pé.

Corram, o Xandão vem aí!!! Redação O Minuto Notícia – Informação é Poder!

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