Mais do que um gesto de agradecimento, a neurociência mostra que a gratidão é uma ferramenta poderosa para a saúde mental, capaz de engajar e transformar funções cerebrais relacionadas ao prazer, à motivação e à resiliência.
Como a gratidão atua no cérebro
Segundo a psicóloga Aparecida Tavares, do centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, sentir e praticar gratidão ativa circuitos neurais que promovem bem-estar e reduzem o estresse.
- Córtex pré-frontal: responsável por decisões, planejamento e regulação emocional.
- Estriado ventral: associado à sensação de recompensa e motivação.
- Amígdala: área ligada às emoções e à memória emocional.
“Gratidão não é só uma emoção, ela mexe com o nosso organismo e com o cérebro. Ao ativar esses circuitos neuronais, fortalecemos conexões que reduzem o estresse e aumentam a sensação de prazer”, explica Aparecida Tavares.
- Gratiluz: a gratidão nas redes sociais
A psicóloga destaca que expressões como gratiluz, combinação de gratidão e luz, refletem a busca por iluminar e ser iluminado na troca genuína de sentimentos positivos, esperança e fé na humanidade.
“Conecte-se com essa luz interior e com as luzes que te rodeiam na natureza, no próximo e naquilo que você faz com esmero. Ilumine e se permita ser iluminado!”, orienta.
Como praticar gratidão no dia a dia
A especialista recomenda atitudes simples e conscientes para incorporar a gratidão à rotina:
- Viver a existência com amor e propósito.
- Valorizar desafios e conquistas, grandes ou pequenas.
- Refletir sobre a própria história e ressignificar experiências.
- Conectar-se com o ambiente interno e externo, aproveitando cada momento.
“Devemos entrar em contato com nosso ambiente interno e externo, valorizando cada momento, dando a si a oportunidade não só de um estado de gratidão, mas de uma vivência grata”, conclui Tavares.